O físico Stephen Hawking está convencido de que a humanidade precisa de colonizar outros planetas para se poder salvar e, nesse sentido, está empenhado na construção de uma nave espacial que pode chegar a uma “Segunda Terra” em apenas 20 anos.
Numa intervenção no Festival científico Starmus que decorre em Trondheim, na Noruega, entre 18 e 23 de Junho, Stephen Hawking alertou que os seres humanos precisam, em breve, de colonizar outros planetas para poderem sobreviver.
O físico diz que a Terra está a ficar demasiado pequena para uma crescente população mundial e lamenta que os recursos do planeta estão a esgotar-se a uma velocidade alarmante.
O astrofísico acrescenta que os problemas das alterações climáticas e a ameaça do eventual impacto de um asteróide ou de um qualquer outro cataclismo cósmico, colocam em causa a sobrevivência da humanidade.
“Estamos a ficar sem espaço e os únicos lugares para onde ir são outros mundos. É tempo de explorar outros sistemas solares. Espalharmos-nos pode ser a única coisa que nos salvará de nós próprios. Estou convencido de que os humanos precisam de deixar a Terra”, constata o professor Hawking.
Para conseguir atingir essa meta, o físico está a trabalhar numa nave espacial minúscula que possa viajar a um quinto da velocidade da luz e alcançar um planeta na zona habitável de Alpha Centauri, a estrela mais próxima do nosso sistema solar, cerca de 25 anos depois de ser lançada.
Baptizada “Star Chip”, a nave poderá ter apenas alguns centímetros de tamanho e seria movida a energia de feixes de laser, baseados na Terra, que a impulsionariam a uma velocidade de mais de 200 milhões de quilómetros/hora.
“Um sistema deste tipo poderia alcançar Marte em menos de uma hora, chegar a Plutão em dias, passar a Voyager [a sonda espacial lançada em 1977] em menos de uma semana e alcançar Alpha Centauri
em apenas cerca de 20 anos”, constata Hawking.E logo que alcançasse a estrela mais próxima do nosso sistema solar, poderia começar a registar “imagens de quaisquer planetas descobertos”, “a testar campos magnéticos e moléculas orgânicas e a enviar dados para a Terra noutro feixe de laser”, diz o físico, citado pelo The Independent.
“Este sinal minúsculo seria recebido pela mesma matriz de pratos usada para transitar o feixe de lançamento e o regresso é estimado em cerca de quatro anos-luz”, frisa Hawking.
E se é certo que este cenário que pode ser uma realidade dentro de duas décadas, ainda não é “a viagem interestelar humana, mesmo que pudesse ser escalada para uma embarcação com tripulação”, seria de “imensa importância para o futuro da humanidade”, constata.
Hawking não duvida de que “estamos à beira do limiar de uma nova era” e que “a colonização humana de outros planetas já não é ficção científica” e pode, em breve, “ser um facto científico”.
O físico prevê que os humanos consigam criar uma base na Lua até 2020 e que enviem pessoas para Marte até 2025, mas vaticina que as viagens interestelares de seres humanos só devem chegar daqui a entre 200 a 500 anos.
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este sujeito não sabe nada de nada