Tony Knou / Department of Defense

O grupo de hackers The Dark Overlord ameaçou divulgar milhares de documentos “secretos” roubados a seguradoras e agências do governo norte-americano que, segundo alegam, revelam “a verdade” sobre o 11 de setembro – a menos que sejam pagos (em bitcoin) para não o fazerem.

The Dark Overlord é um “grupo profissional de ameaças de adversários” conhecido pelos seus ataques informáticos à plataforma de streaming Netflix, a clínicas de cirurgia informática, bem como a outros alvos sensíveis.

Recentemente, o grupo partilhou um link para um arquivo criptografado de 10 GB, contendo, alegadamente, documentos relacionados com o litígio dos atentados do 11 de setembro. A organização ameaça divulgar as chaves de desencriptação caso os seus pedidos não sejam atendidos.

Através de um tweet, que foi entretanto apagado da rede social, o grupo de hackers alega que os documentos contam a verdadeira história do que aconteceu. “Vamos dar muitas respostas sobre as conspirações do 9/11 através da divulgação dos nossos 18 mil documentos secretos”.

Segundo noticia a Russia Today, o grupo publicou um teaser sobre os alegados documentos, que consistem em cartas, e-mails e outros documentos que mencionam escritórios de advocacia, a Administração de Segurança de Transportes e a Administração Federal de Aviação, com a promessa de que mais estará por vir.

O grupo alega ter “hackeado” não só documentos de grandes seguradoras globais como a Lloyds of London e a Hiscox, mas também da Silverstein Properties, proprietária do complexo World Trade Center, e de várias agências governamentais.

O material, que supostamente inclui documentos confidenciais do governo que deveriam ter sido ser destruídos, mas que foram retidos por firmas de advocacia, revela, supostamente, “a verdade sobre um dos incidentes mais reconhecidos na história recente e que é envolto em mistério com pouca transparência e poucas respostas”.

Qualquer pessoa que tenha medo de ser identificado nos alegados documentos, pode ver os seus nomes a serem retirados da documentação, caso paguem por isso, podia ainda ler-se no anúncio publicado nesta segunda-feira. Em igual sentido, também as “organizações terroristas” e os “estados-nação adversários dos Estados Unidos” têm também direto de retratar uma alegada menção, se pagarem por isso.

Também as seguradoras, escreveram os hackers, podem pagar um resgate ainda não especificado em bitcoin – ou, caso contrário, o grupo promete “enterrá-los” com os documentos.

Alguns dos documentos foram conseguidos através de um “hack” a um escritório de advocacia associado à Hiscox no passado abril. A empresa reconhece que podem ter sido expostos 1.500 dos seus detentores de apólices comerciais nos Estados Unidos. O Dark Overlord afirma que, enquanto o resgate relativo ao “hack” anterior foi pago, a vítima violou o “acordo” ao cooperarar com a aplicação da lei, necessitando de mais extorsão.

O grupo emergiu em 2016 invadir informação de centros médicos, anunciando que iria vender os dados roubados na dark web, forçando assim os visados a pagar pela sua remoção. O grupo conseguiu também divulgar uma temporada inteira da série Orange is the New Black da Netflix no ano passado.

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