O fato é revestido com esporos de cogumelos para que o corpo seja decomposto de uma forma mais ecológica e para garantir que não prejudica a natureza.

Se o número de pessoas em busca de uma vida mais sustentável tem aumentado nos últimos anos, é seguro dizer que o mesmo acontece quando se trata da morte.

A empresa norte-americana Coeio é um exemplo disso mesmo, agora que está prestes a lançar um novo produto que, apesar de à primeira vista ser um bocado mórbido, só quer ajudar a ter uma morte mais sustentável.

Batizado de The Infinity Burial, este é um fato especial para ser usado no dia do enterro e que faz com que o corpo seja decomposto de uma forma mais ‘saudável’.

O fato é bordado à mão e é revestido com esporos de cogumelos para que estes consigam limpar as toxinas do corpo e acelerar o processo de decomposição.

A ideia foi originalmente apresentada pela sua criadora, Jae Rhim Lee, em 2011, durante uma apresentação do TED mas só agora vai ser lançada oficialmente.

“Esta tecnologia acelera o nosso regresso à terra através da decomposição, limpa as toxinas que fomos acumulando ao longo da vida e acelera a entrega de nutrientes às plantas”, explica Mike Ma, co-fundador do projeto, citado pelo Mashable.

A ideia também passa por estimular as pessoas a deixarem de optar pelos habituais caixões, um método que esgota um recurso natural tão importante como a madeira e que usa produtos tóxicos para preservar o corpo.

De acordo com o site da empresa, os fundadores estão neste momento à procura de pessoas que estejam interessadas em ajudar a desenvolver e a melhorar o produto.

A Coeio já tem o seu primeiro cliente, Dennis White, um homem de 63 anos com uma doença terminal que quer ter uma morte mais verde.

Este fato especial vai estar disponível já a partir deste ano, com um custo aproximado de mil dólares, cerca de 900 euros. A empresa nova-iorquina também vai disponibilizar uma versão para animais.

ZAP / Hypeness