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A lista de 22 mil recrutas do auto-denominado Estado Islâmico já se encontra nas mãos da Unidade Nacional de Combate ao Terrorismo.

Segundo a Euronews, nos documentos, com informações detalhadas sobre pessoas de 51 países que se juntaram ao grupo radical, contam-se 23 portugueses ou lusodescendentes.

Os documentos, que mais se assemelham a formulários de inscrição dos novos recrutas, tornaram-se públicos depois de um antigo combatente do Estado Islâmico os ter entregue a um jornalista da televisão britânica Sky News.

A polícia federal alemã anunciou esta semana ter recebido dezenas de milhares de documentos com nomes, moradas, números de telefone e contactos de famílias de pessoas que se juntaram ao grupo terrorista Estado Islâmico.

A imprensa alemã garante no entanto que os serviços secretos já conheciam esta lista desde 2013

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Certo é que tanto o ministro do Interior alemão como a polícia federal não tardaram a confirmar que estes documentos são autênticos.

“Poucos grupos terroristas têm registos dos seus membros e informações sobre onde podem ser encontrados”, refere o analista Peter Neuman.

“Estes documentos provam que o Estado Islâmico não é apenas um grupo terrorista, mais que isso, é uma organização que se comporta como um Estado”, acrescenta o analista.

ZAP