Mário Cruz / Lusa

Luís Marques Mendes

Luís Marques Mendes criticou este domingo a realização da festa do Avante, considerando “inacreditável” que a habitual festa comunista seja realizada no atual contexto da pandemia de covid-19 em Portugal.

No seu habitual espaço de comentário da SIC, o antigo líder do PSD recorda que foi aprovada uma lei que proíbe a realização de festivais, criticando o PCP, por não cancelar o evento, bem como o Governo e as autoridades de saúde.

É uma decisão “inacreditável, no atual estado de pandemia”, disse, dizendo que em causa está uma questão de saúde pública, não política, e que o PCP, “como partido responsável devia dar o exemplo” para não agravar o risco de uma segunda vaga do surto.

“O Governo e a DGS não deviam autorizar a realização da festa do Avante!, sobretudo naquela parte não política de festival de música. É aqui uma questão de coerência. Como é que o mesmo Governo que proíbe festivais de música no verão por razões de saúde pública vai agora autorizar um festival de música em setembro, só que é realizado pelo Partido Comunista? As pessoas perguntam: há filhos e enteados, a lei não é igual para todos?”.

O PCP, continua, não pode ser tratado “como um Estado dentro do Estado”, criticando o “tratamento de favor e a complacência” em relação aos comunistas.

Marques Mendes recorda ainda, citando pelo Expresso, que outros partidos políticos, como o PS, PSD, BE e CDS cancelaram – “e bem” – as festas de rentrée, frisando que o Governo e a DGS, “por coerência”, não deveriam autorizar a Festa do Avante.

O também Conselheiro do Estado disse ainda, evocando as mesmas razões de seguranças, que o futebol deve, na sua opinião, continuar sem público pelo menos até ao fim do ano.

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