Mário Oliveira / SEMCOM
Guimarães emitiu uma recomendação para o uso generalizado de máscara, mesmo nas ruas. Além disso, o município apelou ao Governo para tornar a medida obrigatória.
O Jornal de Notícias avança esta sexta-feira que Guimarães, o concelho no Norte com mais casos na primeira semana de setembro, está a recomendar aos seus munícipes que usem sempre máscara, mesmo na rua. Além disso, o município vai mais longe, pedindo ao Governo que torne a medida obrigatória.
“Aconselhamos e recomendamos que se use máscara no espaço público e pedimos até às autoridades do Governo que transformem esta recomendação, que é pedagógica, em obrigatoriedade legal”, afirmou Domingos Bragança, presidente da Câmara Municipal de Guimarães depois de uma reunião da Comissão Municipal de Proteção Civil na segunda-feira.
O autarca admitiu ainda que a “transmissão comunitária” já não permite identificar a origem de todas as cadeias de contágio e que isso gera “preocupação” nas autoridades.
Guimarães registou 108 novos casos numa semana e é o concelho no Norte com mais casos na primeira semana deste mês, ficando atrás apenas de Lisboa (208) e Sintra (207).
O responsável pelos Centros de Saúde do Alto Ave, Novais de Carvalho, admitiu que o número de casos em Guimarães pode aumentar e que, na origem os contágios, estão “reuniões de familiares e amigos
, com casamentos e batizados, mas também do movimento das férias e dos emigrantes que vieram visitar as famílias”. Novais de Carvalho disse ainda que “não há casos em lares”.O uso generalizado de máscara foi avaliado pela Direção-Geral da Saúde e ponderado com uma das possíveis medidas de restrição com a entrada de Portugal em estado de contingência a 15 de setembro. Porém, a medida não passou, por isso o uso de máscara não será obrigatório na rua, não sendo facultativo apenas em transportes públicos, serviços públicos, no comércio e na restauração.
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Excelente decisão e iniciativa! É uma recomendação que não devia ser a exceção e que parece uma das medidas obvias se, de facto, se pretende contribuir para limitar os efeitos da pandemia, sem poupar esforços...
Esforço/cuidado que não será tão pesado assim... Que não se espere por leis ou determinações oficiais para fazer o que parece certo e em boa fé que cada um seja consciente e solidário.
Será que nenhuma vida teria sido poupada se a DGS e quem de direito tivessem desde o inicio reconhecido o obvio que o bom senso ditava e recomendado o uso de mascaras?...