A empresa portuguesa Lusorecursos e a australiana Novo Lítio passaram de parceiras no negócio do lítio a “inimigas”, travando uma dura batalha judicial pela exploração daquele que é visto como o “petróleo branco”.
A disputa entre as duas empresas, que já trabalharam juntas, está relacionada com a titularidade das licenças de prospecção de lítio em Sepeda, Montalegre. A região é considerada altamente rica neste mineral, que tem ganho valor económico com a emergência dos carros eléctricos.
Portugal está entre os dez maiores produtores mundiais do chamado “petróleo branco”, o que ajuda a explicar esta contenda judicial que promete arrastar-se nos tribunais.
O jornal Público avança que a Lusorecursos, que tem sede em Braga, apresentou em tribunal o pedido de emissão da licença definitiva de exploração. Um acto formal que teria que ser concretizado até 7 de Dezembro, altura em que termina o prazo da actual licença de prospecção que foi atribuída à empresa.
Esta acção aconteceu na véspera do início do julgamento da providência cautelar que a Novo Lítio moveu contra a Lusorecursos, visando obriga-la a transferir para a sua propriedade a titularidade da licença de prospecção, conforme reporta o Público.
A Novo Lítio, que é detida pela australiana Dakota Minerals, alega que assinou com a Lusorecursos um acordo de transmissão da titularidade do contrato de Sepeda, uma situação que permitiu que esta empresa de capitais australianos pudesse realizar trabalhos de prospecção naquela área.
A empresa australiana fez sondagens geológicas em Sepeda, concluindo que a área poderá conter depósitos de dez milhões de toneladas de minério de óxido de lítio
. Estamos assim perante a que poderá ser a maior reserva de lítio da Europa.Entretanto, o Público adianta que a empresa de serviços de geologia Sinergeo, associada à criação da Lusorecursos, está também a agir judicialmente contra os sócios da empresa bracarense.
Solução técnica e não política
O secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches, já comentou o diferendo, garantindo, em declarações à RTP, que o processo terá uma solução técnica e não política, na “defesa rigorosa do interesse público e da legalidade”.
Em Setembro passado, o Ministério da Economia (ME) realçou que o seu único “interlocutor” é a Lusorecursos, “com a qual o Estado Português tem um contrato devidamente válido“.
Num comunicado citado pela Lusa, o ME esclareceu que o contrato de prospecção e pesquisa para a área de Sepeda foi assinado em 7 de Dezembro de 2012, entre o Estado português e a empresa Lusorecursos, tendo um período inicial de dois anos e com a possibilidade de três prorrogações anuais, até ao máximo de cinco anos.
[sc name=”assina” by=”ZAP” source=”Lusa”]
75 mil km2 ????
Isso é mais de 75% da área de Portugal ...