Os trabalhadores do Metro de Lisboa decidiram desconvocar a greve parcial de seis dias, uma decisão anunciada esta segunda-feira pelos representantes sindicais.

Depois de um plenário realizado durante a tarde desta segunda-feira, os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa decidiram desconvocar a greve parcial de seis dias que estava inicialmente marcada para o período entre quarta e segunda-feira.

A decisão foi tomada, por maioria, depois de os sindicatos terem chegado a “um entendimento” com o novo Governo sobre as suas reivindicações durante a manhã.

“A greve foi desconvocada porque temos um interlocutor à altura dos trabalhadores do Metro e dos utentes dos transportes de Lisboa, e do Metro em particular”, afirmou Silva Marques, do Sindicato dos Trabalhadores da Tração do Metropolitano, à agência Lusa, citada pelo Diário de Notícias.

Também Anabela Carvalheira, da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações, considerou que esta é “uma grande vitória”, tanto para os trabalhadores como para os utentes, e que está aberta a possibilidade de “uma nova porta de diálogo”.

“Esta [desconvocação] é um sinal que nós damos de que estamos disponíveis para negociar, encontrar as melhores soluções por uma empresa pública, por um serviço público de qualidade”, declarou.

“Tivemos cinco anos de diálogo surdo. Tentávamos explicar o que se passava, o que é que estava a acontecer com os trabalhadores e, do outro lado, a única coisa que ouvíamos era ‘está tudo bem’. Os trabalhadores foram reduzidos a meros números”, lamentou.

Sindicatos e Governo sentam-se à mesa a partir do próximo dia 15 de janeiro para chegar a um acordo sério, credível e que, nas palavras de Anabela Carvalheira, “vá ao encontro daquilo que são os anseios dos trabalhadores”.

ZAP