Rodrigo Antunes / Lusa
Greta Thunberg em Lisboa
A ativista sueca venceu, esta segunda-feira, a primeira edição do prémio Gulbenkian para a Humanidade, no valor de um milhão de euros, que vão ser aplicados no combate às alterações climáticas.
Numa mensagem áudio dirigida à cerimónia de apresentação do prémio, o presidente do júri e ex-Presidente da República, Jorge Sampaio, salientou que Greta Thunberg “conseguiu mobilizar as gerações mais novas para a causa do clima”.
Através da fundação com o seu nome, Greta Thunberg vai aplicar o dinheiro do prémio – um milhão de euros – em ações de combate às alterações climáticas, começando pela campanha SOS Amazonia, dedicado a ajudar as populações da Amazónia a enfrentarem a pandemia da covid-19, com 100 mil euros.
Outros 100 mil euros vão ser encaminhados para a Stop Ecocide Foundation, que pretende criar a figura criminal do “ecocídio” no caso de atentados em massa contra o meio ambiente e a natureza.
De acordo com o jornal Público, a ativista sueca deverá vir a Lisboa receber o prémio desta primeira edição do concurso, que teve as alterações climáticas como estreia e que recebeu 136 candidaturas.
“O Prémio Gulbenkian para a Humanidade distingue percursos inovadores com elevado potencial para auxiliar processos de mitigação das e/ou adaptação às alterações climáticas, uma das maiores ameaças do século, com consequências devastadoras no bem-estar das gerações atuais e futuras, na economia e nos ecossistemas naturais”, lê-se no anúncio da distinção, citada pelo diário.
[sc name=”assina” by=”ZAP” source=”Lusa” ]
Prémio Humanidade! Humanidade????
Grande júri! Grande???
Sampaio como presidente do grande júri! Qual o currículo do Sampaio em questões de defesa do ambiente???
Este provavelmente será um dos prémio mais pacóvios de que tenho acontecimento. Um conjunto de pacóvios a dar um prémio a uma pacóvia, mas com muita vaidade à mistura. Afinal, não é todos os dias que o auto-intitulado GRANDE júri atribui um prémio à HUMANIDADE.
O que vale às pessoas (às pessoas reais, não ao conceito abstracto de "humanidade") é que há algumas delas que todos os dias, e desde há muito tempo, se preocupam com o ambiente, numa atitude positiva (em vez de se queixarem que lhe arruinaram a infância) e pró-activa (estudando, trabalhando e encontrando soluções em prol de um melhor ambiente, em vez de faltarem às aulas ou ficarem sentadas à espera que outros encontrem soluções).
Essas pessoas podem não enfiar as pernas na água para tirar fotografias para aparecer na capa da Time, podem não ser convidadas pelas Nações Unidas, podem não ganhar o prémio HUMANIDADE atribuído pelo GRANDE júri, mas certamente fazem (e fizeram) muito pelo ambiente, mesmo quando a defesa do ambiente se transformou num dos maiores folclores de que há memória. Oxalá essas pessoas não se cansem, pois parece que o GRANDE júri se cansou de as procurar e de as apoiar.