O comentador Miguel Sousa Tavares já tinha dito que Joacine Katar Moreira é “mais pose do que substância” e agora, considera também que Greta Thunberg é, sobretudo, fogo de vistas. “Estou um bocadinho farto da Greta Thunberg, acho que ela é a Joacine Katar Moreira da Escandinávia”, salienta o jornalista.

Estas declarações foram feitas no seu habitual espaço de comentário na TVI, antes de a activista sueca de 16 anos chegar a Lisboa, depois de ter atravessado o Oceano Atlântico num catamarã amigo do ambiente para rumar à Conferência do Clima da ONU em Madrid.

Miguel Sousa Tavares entende que Greta Thunberg “cumpre o seu papel” de mobilização dos jovens para o tema sério das alterações climáticas. Mas “se ela conseguisse convencer o Bolsonaro e o Trump a preocuparem-se com estas questões, essa era a parte decisiva”, entende, sublinhando que “sem a vontade política não avançamos”.

O comentador repara que a Cimeira do Clima da ONU estava prevista para o Brasil, mas que “Bolsonaro não a quis”, apesar de o seu país enfrentar o “grave problema de desflorestação da Amazónia”.

“Se se proibir a indústria de petróleo, vão pessoas para o desemprego” e, assim, os políticos “perdem os votos”, atesta ainda, notando que, desta forma, “governam para o curto prazo”. “Convencer um decisor político a tornar-se num estadista e a pensar no longo prazo é muito difícil”, conclui Miguel Sousa Tavares.

O jornalista refere ainda que Greta Thunberg tem o mérito de conseguir “mobilizar os jovens que não são mobilizáveis para estas causas, nem são muito consequentes, pois manifestam-se e depois vão a correr para as lojas comprar os últimos gadgets electrónicos do Black Friday”.

De qualquer modo, Miguel Sousa Tavares está ciente da importância da luta da activista sueca. “Só os fanáticos é que são negacionistas, pois a acção humana contribui para as alterações climáticas”, conclui.

[sc name=”assina” by=”ZAP”]