Jovens e velhos, anónimos e conhecidos, ambientalistas, políticos e muitos jornalistas. A activista sueca Greta Thunberg tinha à sua espera na Doca de Santo Amaro, em Lisboa, uma larga comitiva que ficou à espera que os ventos arrastassem até terra o catamarã amigo do ambiente onde a jovem atravessou o Atlântico. Uma recepção de rock star.
Greta Thunberg deixou os EUA há cerca de três semanas num catamarã movido a energia solar e a hidro-geradores, deixando uma comitiva de dezenas de pessoas à sua espera. O “La Vagabonde”, a embarcação amiga do ambiente que tinha hasteadas as bandeiras sueca, inglesa, australiana e portuguesa, acabou por demorar algum tempo a atracar na Doca de Santo Amaro, em Lisboa, uma vez que navegava movida apenas pelo vento.
Jornalistas e a restante comitiva ficaram obrigados a aguardar por algumas horas. A jovem chegou a terra cerca de 10 minutos antes das 13 horas quando se esperava que chegasse às oito da manhã.
Muitos jovens que aguardavam a activista de 16 anos vestiam t-shirts brancas com a inscrição “Justiça Climática” e empunhavam cartazes.
Destacavam-se também duas faixas de pano brancas, com as frases “Low Cost today, High cost tomorrow” (Baixo custo hoje, alto custo amanhã), “Terra – Aterra, menos aviões mais imaginação”.
Havia ainda um grupo de manifestantes vestidos com fatos vermelhos e com rostos pintados de branco e que empunhavam uma faixa a dizer “Emergência climática”, além de um símbolo da Stay Grounded, associação que defende o menor uso dos aviões por libertarem muitos gases poluentes.
Entre os que aguardavam Greta Thunberg estava o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, e o presidente da Comissão Parlamentar do Ambiente, José Maria Cardoso, que enalteceu “o símbolo que ela é de mobilização de milhões de jovens pelo mundo fora que querem fazer ouvir a sua voz e que querem mostrar o seu lado reivindicativo”.
“Sem dúvida é esta geração que mais vai sofrer com as alterações climáticas, caso não haja reversão da situação”, afirmou o parlamentar, acrescentando que a activista sueca, “como símbolo desta contestação, serve de exemplo para muitos jovens”.
Marcelo Rebelo de Sousa já tinha anunciado que ia evitar cumprimentar pessoalmente Greta Thunberg para evitar “aproveitamento político”.
Também elementos do Bloco de Esquerda e do partido Os Verdes, tal como o líder do PAN, André Silva, quiseram marcar presença na recepção a Greta. “Ela tem sido fundamental para dar voz a este movimento que é cada vez maior, associado a um aumento e alargamento de consciências em torno do combate das nossas vidas, que são as alterações climáticas”, disse à Lusa o líder do PAN.
A representar o movimento “Acção Greve Climática Estudantil”, Andreia Galvão afirmou à Lusa que a greve climática estudantil, lançada por Greta Thunberg, tem sido fundamental para dar visibilidade aos problemas ambientais. “É importante que os jovens estejam empenhados na política e que façam erguer a sua voz na luta por esta causa”, considerou ainda a activista portuguesa, salientando que este é um movimento transversal que deve envolver todas as pessoas.
Greta Thunberg tem previsto partir, ainda hoje, para Madrid, para participar na Cimeira do Clima da ONU. A jovem deverá fazer a viagem de comboio.
[sc name=”assina” by=”ZAP” source=”Lusa”]
Em vez de andar na escola, a tentar aprender alguma coisa de útil, anda a passear pelo mundo, marioneta de interesses obscuros. Vergonha deviam ter o pais que permitem isto, ou antes pelo contrário que apoiam , pois anda a viver à conta da criança, até abandonaram os empregos. De onde vem tanto dinheiro? já se questionaram ?.
E depois temos esta classe politica que só pensa na sua promoção própria, e que não perde uma oportunidade para aparecer TENHAM VERGONHA.