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Alexis Tsipras, primeiro-ministro da Grécia

O relógio corre contra a Grécia, mas o impasse nas negociações com a União Europeia prossegue e há rumores contraditórios. Se por um lado se diz que os gregos podem ceder, avalizando até um mau acordo para o país, para evitarem a bancarrota, há por outro a ideia de que o primeiro-ministro Alexis Tsipras está irredutível.

Crescem assim os receios de uma saída da Grécia da Zona Euro, sem que se possam prever as consequências efectivas de tal cenário. Mas se parece haver uma ampla maioria que defende que a saída será muito negativa, há vozes crescentes que vão defendendo esse cenário, particularmente na Alemanha.

O presidente francês, François Hollande, é dos que defende que “tudo tem que ser feito de modo a que a Grécia permaneça na Zona Euro”. E o governante deixa um alerta aos gregos, notando que há “pouco tempo” para alcançar  um acordo, desafiando o governo de Alexis Tsipras a apresentar “alternativas”, uma vez que não quer impor mais cortes ao povo grego.

O principal ponto de conflito é a reestruturação da dívida com os credores internacionais que exigem reformas e mais cortes na despesa ao governo grego, para libertarem mais ajuda financeira.

Alexis Tsipras já anunciou que o seu governo está a tentar alcançar um “acordo viável” de longo termo para pôr fim à crise.

“É crucial pôr fim a este ciclo vicioso e não ser forçado a um acordo que, daqui a seis meses, nos coloque na mesma situação”, frisou o primeiro-ministro grego, o que indicia a sua posição de irredutibilidade.

Em entrevista ao jornal alemão Bild, o ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, já garantiu também que não vai apresentar novas propostas no Eurogrupo, na próxima quinta-feira.

Os lideres dos partidos gregos To Potami e Pasok associam-se à pressão internacional e apelam ao governo para que chegue a um acordo rápido.

O líder do To Potami, Stavros Theodorakis, alerta que “a economia grega está desesperadamente perto dos seus limites“, considerando que os gregos estão “a sofrer com o adiamento constante de um acordo”.

Para o líder do Pasok, Fofi Gennimata, “será um desastre” se a Grécia não chegar a um entendimento com os credores.

Aquilo que parece certo, conforme deu conta o jornal The Guardian, é que o governo grego não vai pagar ao FMI os 1,6 mil milhões de euros devidos, até ao fim deste mês de Junho, se não chegar a esse acordo. E aí chegados, a saída da Zona Euro poderá ser o único caminho.

SV, ZAP