António Cotrim / Lusa

Os portugueses que tenham começado a trabalhar aos 14 anos poderão reformar-se aos 60, sem qualquer corte, segundo as novas alterações que o Governo pretende fazer à proposta para as reformas antecipadas.

De acordo com o Diário de Notícias, o Governo pretende fazer alterações à proposta do regime de reformas antecipadas, devendo acomodar algumas das reivindicações dos parceiros sociais.

Em causa está, por exemplo, as saídas antecipadas sem penalização que, neste momento, estão nos 48 anos de descontos, e que os sindicatos e patrões querem passar para 40.

Escreve o DN que, nos documentos que servem de base à discussão, prevê-se que a reforma antecipada sem qualquer tipo de penalização possa apenas ocorrer “quando uma pessoa reúne a dupla condição de ter 60 anos e 48 de descontos”.

No entanto, na semana passada, António Costa já admitiu uma solução mais benéfica, ao considerar que “os que começaram a trabalhar aos 12 e aos 14 anos se podem reformar aos 60 sem penalização”, cita o jornal.

Esta quinta-feira, em entrevista à Antena 1, Pedro Nuno Santos já confirmou esta informação. Porém, o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares diz que se trata de um “processo contínuo” e que, por isso, vai acabar por influenciar o quadro das penalizações e a “idade pessoal de reforma”, que terá de ser novamente revista.

O governante revela que todas estas medidas terão de ser faseadas “porque têm de ter sustentabilidade e apoio popular”, quer na atualização dos escalões do IRS, quer no descongelamento das carreiras e na despenalização das reformas acima dos 40 anos.

Segundo o Diário de Notícias, que contactou fonte do Governo, o texto final deverá ser apresentado no próximo dia 4 de maio.

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