Clara Azevedo / Portugal.gov.pt
O primeiro-ministro António Costa e Mário Centeno, ministro das Finanças
O Governo continua a controlar a admissão de funcionários públicos e só em 2020 será admitida uma entrada por cada saída.
Foi esta uma das medidas avançadas esta quinta-feira pelo ministro das Finanças, Mário Centeno, depois da reunião do Conselho de Ministros para aprovar o Programa de Estabilidade e o Programa Nacional de Reformas.
O Governo vai manter assim um controlo apertado na entrada de funcionários para o setor público, pelo menos até 2019, avança o Diário de Notícias.
Ainda este ano e também em 2017 vai manter-se a regra do “dois por um”, que consiste em permitir a entrada de um funcionário por cada dois que saiam do setor.
Nos anos seguintes, a ideia é que a situação seja ajustada de forma a que, em 2020, se possa estabilizar os recursos humanos da Função Pública, permitindo uma entrada por uma saída.
Desta forma, de acordo com o DN, o previsto é que em 2018 se verifiquem três entradas por quatro saídas e quatro entradas por cinco saídas em 2019.
Durante o encontro com os jornalistas, o ministro reafirmou ainda que o descongelamento das carreiras só acontecerá a partir de 2018, tal como já estava previsto no Orçamento do Estado.
Centeno deixou claro que não está nos planos do Governo fazer aquilo a que se classifica de “austeridade”
e, por isso, garantiu que não vai haver “cortes salariais, aumento de impostos diretos sobre os rendimentos do trabalho e das empresas, aumento do IVA ou cortes nas pensões”.O governante também assegurou que não pretende “qualquer revisão da Lei de Bases da Segurança Social” nem “qualquer alteração ao sistema de subsídios de desemprego”.
O Programa de Estabilidade e o Programa Nacional de Reformas vão ser discutidos no Parlamento no próximo dia 27 e não há intenção governamental para que os dois documentos sejam votados.
O próximo passo será enviá-los para Bruxelas, antes de serem discutidos com os parceiros sociais, uma fase que o ministro acredita que vai ser bem sucedida.
De acordo com o diário, Centeno considera que os primeiros meses de rigorosa execução orçamental vão funcionar como “um cartão de visita” e que todo o programa assenta num cenário “prudente”.
ZAP
pois. alguém já te fez o trabalho sujo.
agora só é preciso que não mexas muito.