Mário Cruz / Lusa

O primeiro-ministro afirmou, esta quarta-feira, na abertura do debate sobre o Estado da Nação, que irá apresentar ao Presidente da República, na quinta-feira, os novos secretários de Estado, destacando a autonomização da área da habitação com a criação de uma nova Secretaria de Estado no seu Governo.

António Costa falava na abertura do debate sobre o Estado da Nação, na Assembleia da República, na parte da sua intervenção dedicada aos desafios do Governo na segunda metade da legislatura.

“No ajustamento governativo que amanhã apresento ao Presidente da República, está previsto precisamente a autonomização da habitação como Secretaria de Estado“, declarou o primeiro-ministro, numa alusão ao processo relacionado com a saída de três secretários de Estado – da Internacionalização, Assuntos Fiscais e Indústria – na sequência das viagens que efetuaram ao Euro 2016 pagas pela Galp.

De acordo com António Costa, a habitação tem de ser uma “nova área prioritária nas políticas públicas, dirigida agora às classes médias e em especial às novas gerações”.

As novas gerações “não podem ficar condenadas ao endividamento ou ao abandono do centro das cidades, sendo necessário promover a oferta de habitação para arrendamento acessível”, declarou.

Também no debate sobre o Estado da Nação, o primeiro-ministro respondeu ao pedido de demissão dos ministros da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, e da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, feitos pela líder do CDS, Assunção Cristas

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Obviamente que não demito nenhum ministro. Obviamente que não demito a ministra da Administração Interna. Obviamente que não demito o ministro da Defesa Nacional. Deixe-me dizer-lhe uma outra coisa ainda mais fácil: tudo aquilo que qualquer uma das minhas ministras ou dos meus ministros fizer, será sempre responsabilidade minha”, afirmou.

A presidente do CDS-PP tinha terminado a sua primeira intervenção no debate do Estado da Nação pedindo ao chefe do executivo que dissesse “cara a cara”: “Vai ou não demitir a sua ministra da Administração Interna? Vai ou não demitir o seu ministro da Defesa Nacional?”.

“Se mantiver tudo como está, então, tudo, mas tudo o que acontecer daqui para a frente nestas áreas já não tem qualquer para-raios, tudo lhe será atribuído a si diretamente. A sua responsabilidade passa a ser sua e só sua“, defendeu a líder centrista.

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