Miguel A. Lopes / Lusa

O governo quer comprar mais comboios para a CP do que aqueles que estão previstos no contrato de serviço público da empresa ferroviária. Em vez de 66 novas composições até 2030, pretende-se adquirir um total de 129 unidades para os serviços urbanos, regionais e de longo curso. Esta é uma das ideias que constam das Grandes Opções do Plano 2021-2023.

Segundo o DN, a proposta consta da versão preliminar das Grandes Opções do Plano 2021-2023, e estima-se que o investimento aplicado possa chegar aos 950 milhões de euros nos próximos anos.

Os concursos para os novos veículos serão lançados até ao final de 2023, mas é necessário esperar pelo menos três anos depois dessa data para feito o apuramento do vencedor para os novos comboios entrarem em circulação.

Com a chegada de 62 novas unidades, os serviços suburbanos vão ser os mais beneficiados “Substituir o material circulante nas linhas de Cascais e reforçar os serviços urbanos das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto” são os objetivos do plano, de acordo com uma fonte oficial do Ministério das Infraestruturas e da Habitação, que tutela a transportadora ferroviária – revela o DN.

De acordo com o DN, no contrato de serviço público com a CP, estava prevista a aquisição de um total de 48 novos comboios para os serviços suburbanos, sendo que 30 unidades iam ser só para a Linha de Cascais, e iam custar 180 milhões de euros. Estavam previstas ainda 18 automotoras elétricas, por cem milhões de euros, para realizar a ligação entre a Gare do Oriente e Cascais.

Ainda assim, tal como noticia o DN, a realização dos comboios Oriente-Cascais depende da IP – Infraestruturas de Portugal e só poderá ser feita com o desnivelamento do troço ferroviário entre Alcântara-Terra e Alcântara-Mar e a construção de uma estação subterrânea de Alcântara-Terra. Avaliada em 200 milhões de euros

, esta intervenção poderá ficar concluída em 2027, ao abrigo do programa de investimentos para 2030, que deverá ser apresentado ainda no final deste mês.

Segundo o DN, e com base nos valores inscritos no contrato de serviço público da empresa ferroviária, a CP poderá vir a investir mais de 360 milhões de euros só na aquisição de novos comboios urbanos.

Estão também previstos 55 novos comboios regionais totalmente elétricos. Atualmente, este serviço baseia-se trabalha com veículos que estão nas linhas há mais de 50 anos. A última modernização foi feita entre 2003 e 2005. A preços de mercado, a substituição das destas carruagens poderá custar pelo menos 380 milhões de euros aos cofres do estado – diz o DN.

Nas GOP confirma-se ainda a compra de 12 unidades de longo curso para reforçar a frota do Alfa Pendular. O investimento previsto de 210 milhões servirá, “no essencial, para permitir o reforço da oferta no eixo Porto-Lisboa“, explica o ministério tutelado por Pedro Nuno Santos.

Para já estes planos ainda aguardam uma aprovação que só será oficializada quando o governo entregar as GOP 2021-2023, ao mesmo tempo que deverá apresentar o Orçamento do Estado para o próximo ano.

Segundo o jornal, de fora ficou, o investimento de 30 milhões de euros em seis novos comboios para a Linha do Vouga, que só deverão entrar ao serviço em 2030.

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