Marcelo Camargo / ABr
O secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches, pediu à Autoridade da Concorrência (AdC) para realizar um novo estudo sobre a margem de lucros que as gasolineiras ganham na venda ao público de combustíveis.
Em declarações ao semanário Expresso, o governante afirmou que a margem bruta do setor petrolífero “tem vindo a aumentar de forma particularmente significativa, desviando-se significativamente do que vinha sendo a sua média histórica”, razão que motivou o envio, por carta, de um pedido de estudo àquela autoridade.
Na carta, a que o jornal teve acesso, o Secretário de Estado da Energia lembra que em 2012 a margem bruta da gasolina era de 17% do preço final antes de impostos e a do gasóleo era de 18%, tendo subido ano após ano, para chegar a 2016 a 28% no caso da gasolina e a 24% no gasóleo.
A margem bruta das empresas é calculada pela Entidade Nacional do Mercado de Combustíveis (ENMC) a partir da diferença entre o preço ao público (antes de impostos) praticado no mercado nacional e a cotação internacional dos refinados, incluindo importação e armazenamento.
Para calcular a margem de lucro das gasolineiras é ainda necessário deduzir os custos fixos das gasolineiras, como o transporte do combustível até à bomba ou a mão-de-obra nos postos de abastecimento.
A nova presidente da AdC, Margarida Matos Rosa, em meados de novembro, quando era ainda apenas indigitada, disse, numa audição na comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas, que iria “estar atenta” ao mercado dos combustíveis e defendeu que, apesar do aumento da concorrência no setor devido à entrada de novos operadores, há “uma perceção” na sociedade de que o preço sobe muito depressa (acompanhando a subida do preço do petróleo), mas desce muito devagar.
“Teremos de estar atentos”, afirmou a responsável, insistindo que esta é uma questão com a qual não deixará de “lidar”.
[sc name=”assina” source=”Lusa” ]
Gostaria de ver descortinado neste espaço ou mesmo na televisão as varias parcelas que compõem o preço dos combustíveis ao consumidor final, impostos inclusive, pois o vergonhoso preço praticado em Portugal é um insulto às carteiras de quem tenta levantar o país da crise através do produto do seu trabalho. Estão a roubar o pão da boca dos nossos filhos, governo incluído, para oferecer aos boys seus comparsas .
Quando o preço do petróleo caiu no ano passado, ouvi falar de um imposto compensatório(para o estado) que ia diminuindo à medida que os combustíveis aumentassem, não aconteceu, e ainda aumentaram de novo o imposto este ano.
Lembro que em 2008 o petróleo atingiu o preço máximo de 148 US$ / Barril e o gasóleo na GALP 1,43€/L, hoje temos o barril de petróleo a 54 US$ e o gasóleo a 1,36€. Por esta analise lembro alguns comentários do presidente da GALP que em tempos disse que o preço dos combustíveis nada tem a ver com o preço do petróleo.
Está tudo dito.