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O governo apresenta nesta terça-feira o programa de Mobilidade Eléctrica e Sustentável da Administração Pública que prevê, entre outras medidas, que os funcionários públicos se desloquem de bicicleta para o trabalho ou à boleia em carros partilhados do Estado.

As “linhas de acção” deste programa, conforme as  define o próprio governo, já foram publicadas em Diário da República depois da resolução do Conselho de Ministros com vista à criação da Plataforma para a Mobilidade Sustentável na Administração Pública – Plataforma ECO.mob.

A meta do governo é reduzir em 20% as emissões de dióxido de carbono na frota automóvel do Estado, durante os próximos cinco anos.

No âmbito deste Programa, o governo prevê gastar cerca de três milhões de euros num estudo para a caracterização das deslocações dos funcionários públicos e na criação de locais de estacionamento para bicicletas nos organismos da Administração Pública.

Ideias que Ana Avoila, da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, contesta, considerando em declarações à TSF que se trata de uma “estupidez política”.

“Isto não faz nenhum sentido. Eu não sei se o governo também tem algum estudo para poder partilhar o carro com cinco ministros e se também tem algum Fundo para irem comprar bicicletas para eles se deslocarem mais depressa. É uma estupidez política.

Não passa pela cabeça que os funcionários públicos possam andar de partilha com as condições de vida que as pessoas têm. Então, mais vale fazerem uma coisa que é bem feita, que é as empresas terem transportes para conduzir os funcionários públicos”, considera a sindicalista.

Ana Avoila frisa ainda que este programa leva à questão da “privatização” dos transportes que tem vindo a ser feita pelo governo.

No domínio da mobilidade sustentável, o executivo já tinha anunciado a aquisição de 1.200 carros eléctricos com vista a uma poupança de 50 milhões de euros.

ZAP