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Ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque

As medidas de austeridade impostas aos pensionistas permitiram uma poupança de 762 milhões de euros nos últimos quatro anos – um valor quase ultrapassado pela poupança de 600 milhões de euros que o Governo pretende, apenas em 2016, com a reforma prevista do sistema de pensões. 

Segundo dados da execução orçamental, a que o Diário de Notícias teve acesso, a despesa com pensões da Segurança Social começou a cair este ano, algo que nunca tinha acontecido nas séries longas do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, que remontam a 2001, publicadas pelo Banco de Portugal.

Em abril, de acordo com os dados da execução orçamental que permitem atualizar essas séries, pagaram-se ao todo 4,8 mil milhões de euros em pensões, uma queda de 2,1% (menos 104 milhões de euros) face a abril de 2014 – e 762 milhões abaixo do nível registado em abril de 2011, quando Portugal pediu a intervenção da Troika.

Esta poupança, descreve o DN, foi conseguida graças às medidas tomadas nos últimos anos, nomeadamente com o adiamento da idade efetiva de reforma, o congelamento da atualização das pensões, a suspensão parcial das reformas antecipadas e a contribuição especial de solidariedade (CES) sobre as pensões de maior valor.

Por comparação, os valores da poupança relativamente a 2011 sublinham a dureza da reforma do sistema de pensões, prevista no Programa de Estabilidade 2015-2019, através da qual o Governo prevê poupar 600 milhões de euros apenas em 2016.

O anúncio de Maria Luís Albuquerque sobre o novo corte nas pensões já ameaça causar fissuras na coligação.

ZAP