José Sena Goulão / Lusa

Paulo Portas, Pedro Passos Coelho, Maria Luís Albuquerque

O Estado português perdeu mais de 30 milhões de euros no processo de venda de três minas de diamantes angolanas que foi concretizado quatro dias antes de o governo do PSD/CDS ser derrubado pela “geringonça” de esquerda.

O governo de Passos Coelho, através da Sociedade Portuguesa de Empreendimentos (SPE), sob tutela do Ministério das Finanças, negociou com a Empresa Nacional de Diamantes de Angola (ENDIAMA) a venda da participação do Estado português em três minas de diamantes angolanas quando já se sabia da probabilidade de o seu Executivo cair no Parlamento.

Correio da Manhã revela que o negócio ficou acordado a 6 de Novembro de 2015, ou seja, uma semana após a tomada de posse e quatro dias antes de ter sido deposto pela “geringonça” de esquerda.

A ENDIAMA adquiriu à SPE 49% da Sociedade Mineira do Lucapa

, 24% da mina de Calonga e 4,9% da mina do Camutué “por 130 milhões de dólares (121 milhões de euros)”, afiança o mesmo jornal que nota que o negócio lesou o Estado português em, pelo menos, 30 milhões de euros.

O CM atesta que “só a mina do Lucapa foi avaliada, por um banco nacional, em 150 milhões de euros“.

A Parpública, que detém a SPE, refere ao jornal que o acordo foi alcançado “na sequência de negociações desenvolvidas sob orientação do governo“.

O negócio pôs fim ao diferendo que opunha a SPE e a ENDIAMA, no âmbito da SML-Sociedade Mineira do Lucapa, e que se arrastava desde 2011.

ZAP