SESI SP / Flickr
O Ministério da Educação abriu à consulta pública o referencial da Educação para a Saúde, que inclui a discussão da interrupção voluntária da gravidez a partir do 5º ano, mas já há uma petição com mais de 6 mil assinaturas que contesta a medida.
A notícia é divulgada pelo Expresso, que adianta que o documento destinado à educação pré-escolar também integra temas como saúde mental e prevenção da violência, educação alimentar, atividade física, comportamentos aditivos e dependências, afetos e educação para a sexualidade.
Na petição online criada por um movimento de cidadãos – com o título “Aborto como Educação Sexual em Portugal? Diga não!” – é questionada a pertinência de se introduzir o tema da interrupção voluntária da gravidez a crianças de 10 e 11 anos.
Manuel Matias, um dos promotores da petição, afirmou à TSF que o aborto “é um assunto que devia ser abordado mais tarde com jovens com outra maturidade”.
Até agora, mais de seis mil pessoas assinaram a petição, mas Manuel Matias diz que o objetivo é atingir, pelo menos, o dobro das assinaturas.
“Qual a necessidade educativa subjacente à apresentação do conceito de aborto e das técnicas abortivas a crianças de tenra idade? Estarão esses alunos suficientemente desenvolvidos para entenderem o drama da decisão de abortar, que marca tantas mulheres para o resto das suas vidas?”, questionam os subscritores do manifesto.
O referencial da Educação para a Saúde foi inicialmente aberto à consulta pública até ao passado dia 11 de dezembro, mas o prazo foi alargado até segunda-feira.
“O Ministério da Educação tem interesse em que a discussão pública seja o mais alargada possível. Deste modo, o prazo de consulta pública foi dilatado até ao próximo dia 19 de dezembro”, adiantou ao Expresso o gabinete liderado por Tiago Brandão Rodrigues.
De acordo com a tutela, o documento não tem carácter obrigatório, limitando-se a fornecer orientações para que as equipas nas escolas possam, mediante o seu contexto específico, decidir que trabalho desenvolver.
BZR, ZAP
Mais um disparate das esquerdas... Foquem-se no que realmente interessa para a formação das crianças, não lhes queiram impor maneiras de pensar fora do tempo.