José Sena Goulão / Lusa
Pedro Passos Coelho, Maria Luís Albuquerque
O Ministério das Finanças de Maria Luís Albuquerque manteve na gaveta, durante seis meses, pareceres que davam conta do agravamento da situação financeira da Caixa Geral de Depósitos, só os despachando a 15 dias das eleições legislativas de 2015.
Uma informação apurada pelo jornal Público que salienta que há, pelo menos, dois pareceres da Inspecção-Geral das Finanças que “mostravam agravamento das imparidades da CGD” e que terão estado “guardados” durante seis meses.
Os documentos “estiveram guardados de Março a Setembro e só foram despachados pelo secretário de Estado das Finanças, Manuel Rodrigues, quinze dias antes das eleições legislativas de 2015″, destaca o diário.
Estes pareceres reportavam a relatórios trimestrais da Comissão de Auditoria da CGD de 2014, debruçando-se sobre o período de recapitalização do banco, levado a cabo por Maria Luís Albuquerque e decretado pelo ex-ministro das Finanças, Vítor Gaspar, em 2012, que resultou numa injecção pública de cerca de 1500 milhões de euros
.O Público conclui assim, que “é certo que apesar de o Governo saber da degradação da situação das imparidades, não ordenou qualquer auditoria ao banco”.
Um dado que vem ao encontro do relatório do Tribunal de Contas, divulgado na semana passada, e que acusa as Finanças de falta de controlo na CGD entre 2013 e 2015.
ZAP
Deste trapaceiro esperava-se o quê ?!!