Mário Cruz / Lusa
Luis Marques Mendes
Luís Marques Mendes afirmou no seu habitual espaço de comentário da SIC que o atual Governo tem “um misto do pior de [José] Sócrates e de [António] Guterres”, vaticinando um clima de instabilidade política em 2021.
“[Este Governo] tem um misto do pior dos dois mundos de [José] Sócrates e de António Guterres (…) Herdou de Sócrates o lado um pouco arrogante e autoritário, o que não é bom. E herdou de António Guterres um certo clima de frustração e ingovernabilidade porque não tem parceiro para governar”, considerou o comentador político e antigo presidente do PSD este domingo na antena da SIC.
O clima de instabilidade no Governo de António Costa só tem por onde “agravar”, disse Marques Mendes, considerando que o aviso desta quinta-feira do Presidente da República, que afastou a possibilidade de se realizarem eleições antecipadas e frisou que o país não pode viver um clima de fim de legislatura no início da mesma, “foi dos discursos mais marcantes que [Marcelo Rebelo de Sousa] fez”.
“Este Governo está numa encruzilhada, porque tem um defeito de fabrico: começou sem maioria”, disse, antes de vaticinar um clima de instabilidade para 2021, ano em que se realizam eleições autárquicas e em que Portugal terá a presidência rotativa da União Europeia, entre os meses de janeiro e junho.
“Isto, se não for visto com atenção, ou termina no caos ou termina no pântano”, alertou.
Até lá, considerou, “não vamos ter crise política nenhuma”, mas também não deverá existir uma“uma nova coligação ou uma nova geringonça”, porque os antigos parceiros de esquerda – Bloco de Esquerda e PCP – “hesitam”.
Além disso, “António Costa torce o nariz ao BE”.
Ana Gomes na corrida a Belém
No mesmo espaço de comentário, Marques Mendes afirmou que a antiga eurodeputada Ana Gomes vai entrar na corrida a Belém. “Os meus dados dizem que Ana Gomes vai mesmo avançar (…) e isso é bom para a eleição presidencial“, dizendo que esta hipotética candidatura é uma “dor de cabeça” para António Costa e para o Bloco de Esquerda.
Marques Mendes falou ainda da Operação Marquês, que tem no antigo primeiro-ministro José Sócrates o principal arguido do processo.
“Se fossem os portugueses a decidir, não tenho dúvidas de que o ex-PM iria a julgamento. Depois lá estaria o tribunal para, em função das provas, o condenar ou absolver. Seria tudo mais claro e transparente. Mas, como não são os portugueses a decidir, teremos que aguardar mais uns meses pela decisão do juiz de instrução. É assim que deve ser”, disse, antes de alertar para as consequências políticas do caso.
“A política sairá sempre mal caso Sócrates seja condenado ou caso seja absolvido. Se Sócrates for condenado, é o estigma que fica de um país que durante anos teve à frente um primeiro-ministro corrupto. É péssimo para a imagem da política e dos políticos. Se Sócrates for ilibado ou absolvido – continuou – , é o germinar da ideia de que os importantes, poderosos e famosos se safam sempre. Outra imagem desgraçada que só servirá para alimentar novos populismos”, disse.
No que toca à justiça, “se Sócrates for condenado, a justiça sai fortalecida. Reganha confiança e credibilidade. Tem uma grande vitória. Se Sócrates for ilibado ou absolvido, a justiça sairá de rastos. Perdida e descredibilizada. Terão que rolar cabeças. Não vai ficar pedra sobre pedra”, vaticinou o comentador política.
[sc name=”assina” by=”ZAP” ]
E portugal tem este que nem para comentador politico serve!