Antonio Cotrim / Lusa
Antonio Costa na abertura da Web Summit2017
A Web Summit 2017 arranca esta segunda-feira, em Lisboa, e o Governo espera tirar o melhor partido daquela que é considerada a maior conferência tecnológica do mundo. Assim, reuniu o “pitch perfeito” numa pen para captar investidores.
Esta ideia da aposta do Executivo naquilo que se chama o “pitch perfeito”, ou seja, na apresentação mais cativante para atrair empreendedores que queiram investir no nosso país, é divulgada ao Dinheiro Vivo pelo director executivo da Startup Portugal, Simon Schaefer.
A Startup Portugal é a entidade que gere a estratégia do Governo no âmbito do apoio ao empreendedorismo e o objectivo para a Web Summit vai ser ter todos a falar a uma só voz. Para isso, o “pitch perfeito” vai ser distribuído numa pen a todos os elementos governamentais que participem no evento que arranca nesta segunda-feira, 6 de Novembro.
“Se usarmos ferramentas, como um pitch ou um software, que padronizem os resultados que se produzem, tal como as startups fazem, no final teremos um relatório-padrão para todos”, destaca Simon Schaefer.
“É muito único e incrível que Portugal como país seja suficientemente flexível para aceitar e abraçar o digital e os instrumentos modernos”, diz ainda, explicando que a ideia de “alinhar” toda a comunicação do Governo, durante a Web Summit, vai permitir ter “uma mensagem mais forte”.
“Portugal é excelente para investir porque sou primeiro-ministro”
Na antecipação da Web Summit, durante a ‘Venture Summit’, um evento paralelo à conferência tecnológica, António Costa deixou várias mensagens de sedução aos investidores.
Abordando os bons sinais da economia, o primeiro-ministro salientou que “este crescimento não é conjuntural, é estrutural e sustentável“, conforme declarações divulgadas pela TSF.
“Porque é Portugal um excelente lugar para investir? Obviamente, a primeira razão é porque sou primeiro-ministro e a minha função é promover Portugal”, disse também Costa, em tom bom humorado.
Mais a sério, o governante reforçou que “Portugal é um óptimo lugar para investir” fruto da “cada vez mais reduzida” burocracia, da “segurança” e da “estabilidade política e económica”.
“O ecossistema está a prosperar e o Estado apoia os investidores, nomeadamente através do fundo 200 milhões”, frisou Costa, alertando os investidores de que “não podem passar ao lado de Portugal”.
Antonio Cotrim / Lusa
Antonio Costa na abertura da Web Summit 2017
À espera de 65 mil pessoas (e que os problemas não se repitam)
A segunda edição da conferência de tecnologia e empreendedorismo Web Summit decorre até quinta-feira, 9 de Novembro, no Parque das Nações, em Lisboa, com novidades e esforços para que os problemas de 2016 não se repitam.
A Web Summit chegou à capital portuguesa no ano passado e trouxe 53 mil pessoas vindas de 166 países, 15.000 empresas, 7.000 presidentes executivos, 700 investidores de topo e 2.000 jornalistas internacionais.
No ano passado verificaram-se, contudo, alguns problemas, como nos acessos (rodoviários e por transportes públicos) ao Parque das Nações, bem como dificuldades nas entradas e na cobertura da rede móvel, por exemplo.
Para este ano, esperam-se cerca de 65 mil participantes.
Nos transportes, o Metropolitano de Lisboa vai reforçar serviço de apoio ao cliente, especialmente nas estações do Aeroporto, Oriente, Alameda, São Sebastião, Restauradores, Baixa Chiado e Cais do Sodré durante a semana, e já apelou à compreensão dos seus clientes para “eventuais transtornos”.
Metro, Carris e CP, em coordenação com a organização da Web Summit, vão estar presentes nos locais de acreditação do evento, como no aeroporto Humberto Delgado e na FIL, para informar, vender títulos e encaminhar visitantes para o transporte público.
As transportadoras irão disponibilizar, nas áreas de credenciação e dentro da FIL, um conjunto de títulos combinados: o passe de um dia CA/ML/CP – 10 euros, o passe de três dias CA/ML/CP – 20 euros e o passe de cinco dias CA/ML/CP – 25 euros.
Também as plataformas de aluguer de transporte com condutor – como a Cabify e a Uber –, e os táxis preparam-se com reforço de frota e descontos para a chegada dos milhares de participantes.
Segundo a Câmara de Lisboa, o trânsito estará condicionado em várias zonas da capital até 13 de Novembro, nomeadamente nas freguesias do Parque das Nações, mas também da Misericórdia, Santa Maria Maior e Alcântara. Estas últimas acolhem iniciativas paralelas ao evento.
Na área das telecomunicações, a Altice, dona da PT/Meo, vai dotar os espaços FIL e Meo Arena – onde o evento decorre – com cobertura ‘wi-fi’ de alta densidade durante a Web Summit.
Acresce o reforço da rede móvel da Meo, da NOS e da Vodafone Portugal no Parque das Nações, mas também em zonas como o Cais Sodré, o Bairro Alto e o LX Factory.
À semelhança do ano passado, a Web Summit decorre entre 06 e 09 de Novembro no Altice Arena (antigo Meo Arena) e na Feira Internacional de Lisboa (FIL), em Lisboa.
A cimeira tecnológica, que nasceu em 2010 na Irlanda, mudou-se para Lisboa por três anos, com possibilidade de mais dois.
[sc name=”assina” by=”ZAP” source=”Lusa”]
Só não dizem que Web Summit foi uma iniciativa de Paulo Portas.