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Paulo Núncio, secretário de Estado dos Assuntos Fiscais

O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, nega a subida abrupta nos valores do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI). Após o anúncio de que a factura podia ter aumentos de 500%, o elemento do governo assegura que os valores são “muito mais baixos”.

Em entrevista à Rádio Renascença, Paulo Núncio refere que os anunciados aumentos de 500% são “claramente desproporcionados”, frisando que os valores rondarão em média um acréscimo de 10%.

“Os números que têm sido apresentados na comunicação social não fazem nenhum sentido”, atira o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, realçando que os valores são “muitíssimo diferentes e muito mais baixos dos que têm sido referidos”.

Paulo Núncio destaca também nesta entrevista que a isenção do IMI abrange “350 mil famílias de menores recursos deixarão de pagar este imposto de forma permanente”. “Estão abrangidas famílias do primeiro escalão do IRS [rendimentos até sete mil euros] e que tenham casas avaliadas até 66 mil euros”, explica o governante na Renascença.

O secretário de Estado afiança também que “há ainda um milhão de famílias com baixos rendimentos – enquadradas no 1º escalão do IRS, ou seja, com rendimentos até sete mil euros – que beneficiam de uma cláusula de salvaguarda especial, não podendo ver o imposto crescer mais de 75 euros por ano”.

Para calcular o valor que terá que pagar, consulte o Valor Patrimonial Tributário do seu imóvel na secção “Dados de Avaliação” presente na caderneta predial através do Portal das Finanças (Património > Imóveis > Património Predial > Caderneta) e multiplique-o pela taxa de IMI no seu concelho.

ZAP