Miguel A. Lopes / Lusa

Seis dos novos administradores da CGD recusam-se a entregar a declaração de rendimentos. Governo socialista e Presidente da República já estão preparados para a demissão em bloco da nova equipa de gestão do banco público.

A posição da nova administração da CGD é “irredutível”: se as declarações de rendimentos não ficarem em sigilo até ao fim do mandato, vem aí uma demissão em bloco.

A notícia, avançada hoje pelo Público, dá conta que esta posição já foi mesmo transmitida ao Governo e ao Presidente da República e que ambos estão prontos caso isso aconteça.

Segundo o jornal, o presidente António Domingues já terá ouvido todos os elementos da equipa e seis administradores não aceitam divulgar os seus rendimentos.

O Expresso também chegou a adiantar que Marcelo Rebelo de Sousa teve uma reunião com o presidente da Caixa em Belém, algo que o Presidente da República se recusou a comentar porque “já disse tudo o que tinha a dizer” sobre o assunto.

Segundo o Público, este encontro aconteceu mesmo e não deixou o chefe de Estado mais descansado. Domingues explicou a sua posição e relembrou as três condições que impôs quando foi convidado pelo Governo para assumir o banco público: “garantir uma recapitalização sem ajuda de Estado”, “libertar a CGD de limites salariais, incluindo os trabalhadores” e, por fim, “dispensar a administração da apresentação de declarações públicas de património”.

Esta semana, o Tribunal Constitucional notificou os gestores para que entreguem essas mesmas declarações, dando um prazo de 30 dias para o fazer.

ZAP