José Sena Goulão / Lusa
André Ventura, Chega
Depois de ter afirmado que Rui Rio “nunca será primeiro-ministro” se o Chega não entrar no Governo, André Ventura sublinhou ter um preço para fazer parte de um eventual Executivo de direita: quatro pastas governamentais.
Se o resultado das próximas eleições legislativas for uma maioria de direita, o Chega só apoiará qualquer solução se vier a fazer parte do Governo. De acordo com o Observador, o líder do partido, André Ventura, fez saber que já tem um preço: vai exigir quatro ministros nesse Executivo, nomeadamente para as pastas da Justiça, Administração Interna, Segurança Social e Agricultura.
A informação surge numa nota que o líder escreveu aos militantes do Chega, a justificar a sua disponibilidade para fazer parte de um futuro Governo liderado pelo PSD, depois de, em entrevista ao Público e Rádio Renascença, André Ventura ter dito que Rui Rio nunca seria primeiro-ministro se não integrasse o Chega no Governo.
O diário avança que as declarações do deputado único causaram mal-estar dentro do partido, uma vez que traçavam um quadro de difícil concretização de qualquer maioria de direita.
O Observador teve acesso à nota, na qual Ventura não nega vontade de fazer parte da solução, mas define as linhas vermelhas. “O Chega não será muleta de nenhum Governo social-democrata e apenas aceitará viabilizar um executivo que promova reformas que até hoje nunca houve coragem para fazer. Sistema político, sistema fiscal e sistema de justiça”, lê-se.
“O cenário normal, atendendo aos números relativos de cada partido à direita (de acordo com as sondagens) seria atribuir ao Chega as pastas da Justiça, Administração Interna, segurança social e agricultura“, acrescenta André Ventura.
Sem o Chega, entende André Ventura, nenhum Governo do PSD terá vontade política de fazer as reformas que o partido entende serem necessárias.
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atenção, (Des)Ventura! Quem tudo quer, tudo perde!