António Cotrim / Lusa

O primeiro-ministro, António Costa

O primeiro-ministro anunciou, esta quinta-feira, que o Governo decidiu dar um passo atrás em relação às celebrações de Ano Novo. As medidas do Natal não sofrem alterações.

Depois da reunião do Conselho de Ministros, António Costa anunciou, a partir do seu gabinete em São Bento, onde se encontra em isolamento preventivo, a reavaliação das medidas previstas para o Natal e o Ano Novo.

O primeiro-ministro declarou que as medidas no Natal não vão sofrer alterações, mas recordou que as celebrações devem “decorrer com o máximo de cuidado”.

“(…) Devemos evitar reunir o menor número de pessoas possível, estar à mesa só o tempo estritamente necessário, evitar espaços pouco arejados e estar o máximo de tempo com máscara”.

Costa considerou ainda que impor um numero limite de pessoas não iria funcionar, mas está confiante de que os portugueses “tomarão os cuidados possíveis”.

Em relação ao período de 23 a 26 de dezembro, o governante acrescentou que não há nenhuma restrição nova, ou seja, a liberdade de circulação entre concelhos mantém-se. Recorde-se que, a 23 de dezembro, o recolher obrigatório começa às 23h00. Nas noites de 24 e de 25 será às 02h00 e no dia 26 volta às 23h00.

O mesmo não acontece com a passagem de ano. O Governo concluiu que é necessário apertar com as restrições nesta altura para evitar que “o risco acrescido que inevitavelmente os encontros de Natal constituirão se multiplique num crescimento exponencial no início do ano”, declarou o primeiro-ministro.

“Temos de cortar totalmente as celebrações de Ano Novo”, afirmou Costa. Assim sendo, haverá recolher obrigatório em todo o país (e não apenas nos concelhos com maior risco de contágio), a partir das 23 horas do dia 31 de dezembro e a partir das 13h00 dos dias 1, 2 e 3 de janeiro.

Tal como se pode verificar no comunicado do Conselho de Ministros, mantém-se a “proibição de circulação entre concelhos entre as 00h00 do dia 31 de dezembro e as 05h00 do dia 4 de janeiro de 2021, salvo por motivos de saúde, de urgência imperiosa ou outros especificamente previstos”.

“Esta medida só é eficaz se for igual em todo o país. Celebremos este novo ano com cada um em sua casa, com a sua família”, apelou o primeiro-ministro, destacando ainda que os “horários do comércio e restauração não sofrem qualquer alteração“, pelo menos até 7 de janeiro, pois foram estas restrições que contribuíram para a diminuição dos novos casos.

O Conselho de Ministros estabeleceu que o funcionamento dos restaurantes, em todo o território continental, no dia 31 de dezembro, “é permitido até às 22h30 e nos dias 1, 2 e 3 de janeiro até às 13h00, exceto para entregas ao domicílio”.

Questionado pelos jornalistas sobre o facto de estar em isolamento profilático, Costa garantiu que se sente bem, mas que continua isolado enquanto aguarda que as “autoridades de saúde concluam o processo de inquérito epidemiológico”.

Ainda em resposta aos jornalistas, António Costa clarificou que não estão previstas alterações para o calendário escolar.

Também esta quinta-feira, o Conselho de Ministros aprovou o decreto que regulamenta a prorrogação do estado de emergência decretado pelo Presidente da República no período entre as 00h00 de 24 de dezembro e as 23h59 do dia 7 de janeiro.

[sc name=”assina” by=”Filipa Mesquita, ZAP” ]