O Governo está a preparar medidas de apoio aos meios de comunicação social, gravemente afetados pela crise causada pela pandemia de Covid-19.

Contudo, como considerou o administrador da Global Media Group, Afonso Camões, citado pelo Dinheiro Vivo, tudo indica que o pacote destinado a compensar a quebra de receitas de circulação e publicidade não vem ao encontro das necessidades dos editores de jornais e revistas nem, muito menos, de quem as distribui.

“O pacote, como está neste momento, é feito à medida das televisões, porque não tem em conta a circulação dos jornais e revistas, os meios mais prejudicados com a crise de saúde e económica que estamos a viver”, explicou, sublinhando a quebra nas vendas devido ao encerramento de quiosques e cafés.

De acordo com o Dinheiro Vivo, as medidas que o Governo está a preparar baseiam-se na quebra de receitas da publicidade para o cálculo dos apoios, sem incluir o valor perdido com a diminuição na circulação.

“Sem imprensa escrita, é em primeira e última análise o direito à informação, o Estado de direito e a Democracia que ficam em causa”, lembrou Afonso Camões.

Em comunicado, a VASP, responsável pela distribuição de publicações, apontou a importância da “aprovação de medidas específicas de apoio ao setor da imprensa, que incluam toda a cadeia de valor, distribuição incluída, e não apenas medidas relativas à quebra do investimento publicitário”.

“Sem o apoio do Estado, que estamos a solicitar, não vai ser possível manter, por muito tempo, a distribuição de imprensa a funcionar no mesmo modelo, e com as condições atuais, e seremos obrigados a tomar decisões e medidas que inevitavelmente irão penalizar, ainda mais, o setor da imprensa em papel”, frisou.

[sc name=”assina” by=”ZAP”]