A ideia de mover os feriados para evitar as “pontes” e prolongar o fim-de-semana ganha força em alguns sectores e o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social admite que o governo está receptivo a discutir o assunto.

A mobilidade dos feriados que acontece, por exemplo, em Inglaterra, tem “potencialidades positivas” e é “um debate que pode e deve ser feito”, constata Vieira da Silva em declarações à TSF.

O ministro releva, contudo, que é preciso debater o assunto, depois da reposição dos feriados

, na concertação social.

“Esse aspecto tem de ser discutido, obviamente, com os parceiros sociais e, a poder avançar-se nesse caminho, a decisão de o fazer ou não deve ser muito deixada à negociação colectiva, porque essa solução pode ser muito interessante para alguns sectores e menos interessante para outros”, evidencia Vieira da Silva.

A atestar esta ideia das diferenças entre sectores, a Confederação Empresarial de Portugal mostra-se agradada com a ideia da mobilidade, enquanto a Igreja a recusa.

“No que toca aos feriados religiosos não faz sentido” porque “têm um sentido simbólico do calendário litúrgico”, considera o porta-voz da Conferência Episcopal, padre Manuel Barbosa, também em declarações à TSF.

Já o presidente da Confederação Empresarial de Portugal, António Saraiva, refere na mesma Rádio que o fim das “pontes” “permite optimizações de produção“, nomeadamente na industria têxtil, onde “os equipamentos precisam de atingir determinadas temperaturas”.

Do lado dos trabalhadores, o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, é contra, considerando que “os feriados, pelo seu significado político, religioso e cultural devem ter lugar nos dias que estão determinados”.

“Encostar os feriados ao fim-de-semana não vai beneficiar a competitividade das empresas”, considera ainda o sindicalista.

ZAP