O secretário de Estado adjunto e das Finanças sabe que o Novo Banco deverá ter prejuízos em 2017 e que, caso venha a ser necessária a intervenção do Estado, “não deverá haver nenhum impacto adicional” na dívida pública.
O Novo Banco ainda não apresentou as contas finais de 2017 mas, em entrevista à TSF e Dinheiro Vivo, o secretário de Estado adjunto e das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, admite que o Estado possa ser chamado, já este ano, para ajudar a instituição.
“Tudo indica que terá prejuízos”, afirma o número dois da equipa de Mário Centeno. “Se o Fundo de Resolução não tiver os meios financeiros, recorrendo a todos os meios que tem disponíveis, então poderá, ao abrigo do acordo-quadro, pedir um financiamento ao tesouro”, disse ainda o governante na entrevista.
Esta semana, o Jornal de Negócios já tinha avançado que os prejuízos na instituição bancária devem ascender entre 1,6 e 1,8 mil milhões de euros
no exercício transacto.As contas do banco só deverão estar fechadas em março mas, a confirmarem-se os números, será o quarto ano consecutivo de prejuízos. Desde 2014, o Novo Banco acumulou “mais de três mil milhões de euros em provisões e imparidades”, refere o mesmo jornal, frisando que mais de dois mil milhões tinham como objectivo cobrir eventuais perdas futuras em empréstimos concedidos.
Como recorda o Público, o acordo para a venda da instituição que resultou da separação de ativos do antigo BES prevê uma injeção de capital pelo Fundo de Resolução de até 850 milhões de euros por ano.
No entanto, perante esse cenário, o secretário de Estado acredita que o financiamento previsto é suficiente e que uma intervenção do Estado só viria a ter impacto na dívida pública caso o tesouro precisasse de recorrer ao mercado, o que, acredita, não será necessário. “Daquilo que temos no plano de financiamento, consideramos que isso é acomodável e portanto não deverá haver nenhum impacto adicional“.
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Sim! Um financiamento do Tesouro a fundo perdido. Não é verdade?? Assim também eu queria um financiamento!