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Ana Gomes, antiga eurodeputada do Partido Socialista

A diplomata e antiga eurodeputada socialista Ana Gomes parece ter anunciado este domingo, no seu perfil no Twitter, a sua candidatura à presidência da República.

Going forward“. Apenas duas palavras, publicadas por Ana Gomes no seu perfil no Twitter, parecem ser uma indicação de que a eurodeputada irá apresentar-se na corrida às eleições presidenciais de 2021.

A publicação recebeu diversos comentários de apoio, entre os quais o do jornalista e fundador do Bloco de Esquerda Daniel Oliveira, que envia a Ana Gomes “um grande abraço e muita força”.

Um dos comentários questiona Ana Gomes acerca do significado das suas palavras. “Isso quer dizer o que eu acho que quer dizer?”, pergunta o utilizador. Até à hora desta edição, a eurodeputada não tinha dado resposta.

Entretanto, este domingo, no seu espaço de comentário na SIC Notícias, a ex-eurodeputada disse que o processo de reflexão sobre o assunto continua. “Estou a chegar ao fim e em breve comunicarei o resultado“, afirmou.

Segundo dizia, em janeiro, o jornal i, cresce no PS uma onda de fundo para convencer a antiga eurodeputada a enfrentar o atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. “Não há melhor candidata”, “faz falta ao país” ou o estilo de “Marcelo está esgotado” são algumas das frases de militantes como Francisco Assis, Ricardo Gonçalves ou Daniel Adrião citadas pelo jornal.

Mas apesar do apoio de alguns militantes do PS, Ana Gomes tem desmentido tencionar candidatar-se a Belém. “Não estou disponível para me coarctar da liberdade que é hoje essencial para a minha capacidade de intervenção cívica“, afirmou a eurodeputada em janeiro deste ano, em entrevista à RTP. “Acho mais importante ter hoje liberdade de dizer o que digo de forma sustentada”.

No passado mês de maio, no entanto, Ana Gomes admitiu poder vir a refletir sobre candidatura à Presidência da República, por considerar que “mudou muita coisa” depois de  o primeiro-ministro, António Costa, ter antecipado um segundo mandato do atual presidente, Marcelo Rebelo de Sousa.

A 14 de maio, no final de uma visita à Autoeuropa, António Costa fez alusão

a uma eventual recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa, e Ana Gomes não gostou: “Acho que neste momento todos temos todos de refletir na implicações do que se passou, nas implicações que vai ter na democracia”, disse.

Na altura, António Costa afirmou que esperava voltar com Marcelo Rebelo de Sousa à fábrica da Autoeuropa, em Palmela, após a reeleição do atual Presidente da República, “logo no primeiro ano do seu novo mandato”, em 2021.

No fim do mesmo mês, Ana Gomes dizia estar a “refletir” sobre a eventual candidatura à Presidência da República, e que ainda não tinha tomado uma decisão. “Existem neste momento, outras prioridades. Não tenho prazo, nem há pressa“, afirmou.

Ana Gomes agradeceu as “mensagens de simpatia e encorajamento” que tem recebido, mas sublinhou que as presidenciais não são uma questão prioritária.

Em junho, a antiga eurodeputada socialista distanciou-se da plataforma criada para apoiar a sua candidatura presidencial, em 2021, afirmando que esta iniciativa não será a sua única influência na reflexão que está a fazer.

Questionada se esta plataforma teria impacto na decisão de se candidatar às presidenciais do próximo ano, Ana Gomes sublinhou que a reflexão que está a fazer terá “muitos fatores em consideração” e que esta plataforma poderá ser “um dos fatores, eventualmente, mas não é o único” que terá em conta.

A Plataforma Cívica de Apoio à Candidatura de Ana Gomes à Presidência da República considera que a antiga eurodeputada do PS “representa uma alternativa ao candidato do regime Marcelo Rebelo de Sousa, utilizando as suas próprias palavras, e ao populismo do já anunciado candidato André Ventura”.

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