Miguel Pereira da Silva / Lusa

A GNR decidiu, esta quarta-feira ao final da tarde, suspender as buscas entre São Pedro do Sul e Arouca para encontrar o suspeito dos crimes em Aguiar da Beira.

Por volta das 19h00 desta quarta-feira, a Guarda Nacional Republicana decidiu suspender as buscas para encontrar Pedro Dias, principal suspeito do tiroteio em Aguiar da Beira.

“Após mais um dia de intenso trabalho por parte dos nossos militares, principalmente no concelho de S. Pedro do Sul, não só através de buscas intensas num terreno muito complicado e muito difícil e também sob condições climáticas muito adversas, com muita informação recolhida, foi decidido dar por terminadas, para já, as buscas neste local”, afirmou aos jornalistas o major Pedro Gonçalves, citado pela Renascença.

O responsável explicou, no entanto, que um “patrulhamento de proximidade” vai manter-se e assegurou aos residentes que “a sua segurança vai continuar a ser garantida”.

Por isso, o major apelou às populações que se mantenham alertas e que, caso se apercebam de alguma atividade estranha, contactem a GNR através do número 232 467 940.

Sobre o perfil do suspeito, Pedro Gonçalves diz que, “perante o que aconteceu e as vítimas que foi deixando infelizmente no seu caminho”, trata-se de uma pessoa “fria, calculista e que está perfeitamente à vontade” com o terreno.

O homem de 44 anos é o principal suspeito pelo tiroteio que matou duas pessoas – um agente da GNR e um civil – e que fez três feridos, sendo que dois estão em estado grave.

“O meu irmão não é um monstro”

Em declarações ao Correio da Manhã

, a irmã de Pedro Dias, que esteve recolhida durante todo o dia em casa com o resto da família, decidiu sair em sua defesa.

“O meu irmão não é um monstro”, afirmou ao jornal, apesar de já ser conhecido das autoridades, que o consideram “perigoso”.

O homem, que cresceu e vivia em Arouca, desde cedo se meteu em confusões e, há dois anos, a GNR terá apreendido “armas, diversas munições e animais exóticos” numa quinta que explorava.

“Ele não precisava de roubar nem de fazer estas coisas porque a família tem grandes possibilidades – o pai é engenheiro agrónomo e a mãe professora –, mas era conflituoso. Muita gente aqui da terra, pela consideração que tinha pela família, deixava passar certas coisas”, contou Adelino Pinho, um amigo da família, ao CM.

Ontem, vários órgãos de comunicação social começaram a divulgar uma fotografia do suspeito, o que também terá dificultado muito a investigação.

“Foi divulgada por alguns órgãos de comunicação social uma pretensa fotografia do suspeito e neste momento estamos a ter vários avistamentos do indivíduo desde norte a sul do país, o que dificulta e vem atrapalhar em muito a investigação”, disse o major da GNR aos jornalistas.

ZAP