Andre Kosters / Lusa

Fernando Rocha Andrade

Três secretários de Estado pediram este domingo a exoneração de funções, após terem solicitado ao Ministério Público a sua constituição como arguidos no inquérito relativo às viagens para assistir a jogos do Euro2016.

Os secretários de Estado da Internacionalização, dos Assuntos Fiscais e da Indústria pediram hoje a exoneração de funções, após terem solicitado ao Ministério Público a sua constituição como arguidos no inquérito relativo às viagens para assistir a jogos do Euro2016.

“Os signatários solicitaram ao primeiro-ministro a exoneração das funções que desempenham”, afirmam, em comunicado enviado à agência Lusa, o secretário de Estado da Internacionalização, Jorge Costa Oliveira; o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Fernando Rocha Andrade, e o secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos. A decisão é justificada com a intenção de não prejudicar o Governo.

Entretanto, o assessor de António Costa para as questões económicas, Vitor Escária, foi constituído arguido na sequência da investigação às viagens pagas pela Galp para assistir ao Euro2016, em França.  O assessor do primeiro ministro, que prestou declarações no Ministério Público no âmbito do GalpGate , deixou as funções que tinha em S. Bento.

O chamado caso GalpGate surgiu após ter sido noticiado, em agosto do ano passado, que a Galp tinha pago viagens ao Euro 2016 a diversos responsáveis políticos, entre os quais Fernando Rocha Andrade, João Vasconcelos e Jorge Costa Oliveira

Os responsáveis terão viajado para França a convite da Galp

para assistir a dois encontros da selecção portuguesa no Europeu, que viria a vencer a competição.

Rocha Andrade afirmou na altura encarar “com naturalidade, e dentro da adequação social, a aceitação deste tipo de convite – no caso, um convite de um patrocinador da seleção para assistir a um jogo da Seleção Nacional de Futebol”.

No entanto, o secretário de estado tinha então ainda sob a sua tutela a resolução de um conflito fiscal milionário que opõe o Estado português à Galp desde que a empresa, ainda na vigência do anterior Governo, se recusou a pagar dois impostos, que em conjunto superam largamente os 100 milhões de euros em dívida.

Em setembro, Rocha Andrade passou todas as decisões sobre a Galp da sua secretaria de estado sobre a Galp para a tutela directa do ministro das Finanças, Mário Centeno.

[sc name=”assina” by=”ZAP” url=”” source=”Lusa”]