Rodrigo Antunes / Lusa
A Fundação proprietária do lar de Reguengos de Monsaraz, onde foi detetado um surto que provocou a infeção de 80 utentes e 26 profissionais, recebeu mais de 1,2 milhões de euros de apoios estatais no ano passado.
O relatório e contas da Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva revela que a instituição fechou o ano com um saldo negativo de 117 mil euros, apesar dos apoios públicos recebidos. O dinheiro servia para manter em funcionamento o lar, a unidade de cuidados de saúde para idosos e uma creche.
A maior parte do dinheiro chegou do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, que alocou quase 1 milhão de euros. Por sua vez, o Ministério da Saúde deu 378 mil euros em apoios à Fundação, escreve o Expresso
.Em entrevista ao semanário, a ministra Ana Mendes Godinho mencionou a “injustiça” das críticas devido à polémico com o lar de Reguengos.
Apenas cinco dias depois de ter sido identificado o primeiro caso no lar, a enfermeira incumbida pelo delegado de saúde local de visitar o edifício já alertava para vários problemas graves, avançou este sábado o jornal Público.
Havia quartos com seis camas que não permitiam o distanciamento social adequado e não havia equipas distintas de cuidadores para os infetados e os não infetados.
O Público teve acesso ao relatório preliminar da autoridade de saúde pública do Agrupamento dos Centros de Saúde (ACES) do Alentejo Central. Na troca de correspondência, os médicos adiantavam que três utentes sem testes positivos partilhavam quartos com doentes com testes positivos e assinalavam a “confusa” organização do lar.
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Se o Lar recebeu todo esse dinheiro e não deu condições aos utentes idoso há que julgar e condenar os responsáveis do lar, a culpa é toda dos dirigentes deste lar e de outros que não cuidam dos seus utentes, seja com este Governo ou outro, atirar as culpas para os governantes sé branquear o que se passa nos lares e em outras instituições, por isso é que as instituições sejam Privadas ou Públicas tem os seus dirigentes, não e para serem louvados quando tudo corre bem e sacudir as culpas para os outros quando não querem assumir as responsabilidades.