A direção da Casa dos Rapazes de Viana do Castelo decidiu suspender as duas funcionárias que denunciaram maus tratos no lar de infância e juventude.

De acordo com o Público, as duas funcionárias que denunciaram maus tratos na Casa dos Rapazes foram suspensas de funções no final de outubro, enquanto que os cinco arguidos foram mantidos no ativo.

A instituição destinada a acolher crianças e jovens em situação de perigo justificou a decisão alegando que as funcionárias não cumpriam ordens nem instruções, provocavam conflitos e desentendimentos entre os órgãos da direção e não eram leais ao empregador.

O mal estar na instituição ter-se-à instalado quando as educadoras criticaram as “práticas de contenção comportamental” que envolviam violência psicológica ou física. As educadoras suspensas terão ainda dito aos rapazes que a forma como tinham sido tratados era inaceitável.

O caso dos maus tratos foi tornado público através de vídeos, fotografias e relatos que demonstravam que alguns alunos eram vítimas de violência verbal, emocional

ou mesmo física, como castigo para a experimentação sexual dos rapazes e com outros comportamentos considerados desviantes.

O Ministério Público recebeu uma queixa por parte de um cidadão em abril. A Comissão de Proteção de Crianças e Jovens remeteu as queixas para o MP e para o centro distrital da Segurança Social. Já em Junho, as duas educadoras apresentaram uma denúncia, anexando cerca de 40 documentos discriminatórios.

Na sequência das denúncias, quatro rapazes foram transferidos e cinco dos funcionários foram constituídos arguidos e sujeitos a interrogatório judicial.

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