Paulo Cunha / Lusa
É uma “guerra” que corre pelos tribunais há 11 anos e que envolve um património imobiliário avaliado em 5 milhões de euros. Podia ser mais uma história comum de desaguisados na justiça, não fosse o caso de opor uma freira açoriana e a diocese de Fátima.
A freira Maria Madalena de Jesus, actualmente com 89 anos, acusa a diocese de Fátima de se ter apropriado de bens que alega pertencerem à Fundação que criou, juntamente com um sobrinho, e à congregação religiosa Pia União das Escravas do Divino Coração de Jesus, de que é uma das fundadores.
Estão em causa bens imóveis que esta congregação juntou desde 1959, como noticia o Expresso, frisando que resultaram de heranças recebidas e de negócios imobiliários.
A freira alega que a congregação, que se dedicou ao ensino pré-escolar e a acolher jovens açorianos estudantes no Continente, foi criada por iniciativa própria e que, portanto, é uma entidade privada.
Já a diocese de Fátima que reclama a posse dos bens aponta que a Pia União é uma associação pública de fiéis e que, portanto, o seu património deve ter “fins religiosos”, como aponta o semanário.
Em causa estão 16 prédios e terrenos avaliados em cerca de 5 milhões de euros, ainda de acordo com a mesma publicação.
O Jornal de Leiria refere que o desaguisado envolve “mais de uma dúzia de imóveis, entre casas de habitação, terrenos e outras propriedades espalhadas por todo o País, incluindo os Açores”.
Um destes imóveis será um prédio localizado em Ponta Delgada, na Ilha Terceira, nos Açores, que está avaliado em 822 mil euros.
Nos tribunais, correm vários processos, em diferentes instâncias, num caso que se arrasta há 11 anos.
No início, a irmã Maria Madalena de Jesus era acompanhada neste braço-de-ferro com a diocese de Fátima por outras três freiras, também pertencentes à congregação. Mas, entretanto, faleceram.
Neste momento, a Pia União está à beira da extinção por falta de freiras.
Em 2008, a Pia União chegou a vencer num tribunal de Santarém um dos processos relativo a um dos imóveis localizado em Coimbra. Como “retaliação”, o bispo de Leiria-Fátima, António Marto, nomeou dois comissários para dirigir a congregação e decidiu afastar a irmã Maria Madalena de Jesus da função de Madre Superiora e de todos os assuntos “não religiosos”.
A diocese de Fátima também tentou impedir a criação da Fundação que surgiu, pelas mãos da freira e de um sobrinho, para gerir o património.
[sc name=”assina” by=”ZAP”]
Cada vez mais a religião me mete mais NOJOOOOOOOO, em especial a católica!
E esses padres ao quererem ficar com o que não lhes pertence mais nojo me metem!
cambada de chupistas.