Manuel de Almeida / Lusa
Mário Lino, ex-Ministro do Equipamento no governo de José Sócrates
A Polícia Judiciária e a Autoridade Tributária realizaram várias buscas, no âmbito das suspeitas de fraude fiscal e branqueamento de capitais em negócios de venda de carne de porco entre uma empresa portuguesa que era presidida por Mário Lino, ex-ministro de Sócrates, e uma empresa estatal venezuelana.
As 10 buscas realizadas no âmbito da “Operação Navidad” envolvem suspeitas em torno de vários contratos celebrados no período de 2013 a 2016, entre a CLAP – Comité Local de Abastecimentos e Produção, empresa estatal da Venezuela que faz a distribuição de produtos alimentares, e a Iguarivarius, uma sociedade portuguesa que deu origem ao Grupovarius.
O presidente da Iguarivarius, Alexandre Cavalleri, foi detido no âmbito das buscas por “posse de uma arma de fogo ilegal”, de acordo com o Correio da Manhã (CM). Também foram constituídos arguidos dois administradores da empresa e mais três sociedades.
Os negócios da ordem dos 60 milhões de euros foram assinados quando Mário Lino presidia ao Conselho de Administração da Iguarivarius SA.
O ex-ministro do Equipamento do Governo de José Sócrates deixou o cargo na empresa em 2018, altura em que foi substituído por Alexandre Cavalleri, e salienta que não é arguido no processo e que nunca suspeitou de quaisquer irregularidades.
“Nunca tive funções executivas. Os relatórios e contas da empresa foram sempre auditados e sempre disseram que estava tudo bem. Nunca suspeitei de nada“, salienta Mário Lino ao CM.
O ex-governante passou a integrar o conselho consultivo da Iguarivarius SA, mas mesmo nessa condição, nunca teve indícios de qualquer irregularidade, assegura.
Em causa estão suspeitas de fraude fiscal e de branqueamento de capitais no valor de dezenas de milhões de euros, respeitantes à venda de várias toneladas de carne à Venezuela.
“Existem fortes suspeitas de que os elevados proventos obtidos com o negócio não tenham sido integralmente declarados fiscalmente, bem como de que os arguidos tenham recebido comissões avultadas através de sociedades ‘offshore’, lesando o Estado português em milhões de euros”, refere uma nota da PJ, precisando que o caso foi investigado pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) e pela Direcção de Serviços de Investigação da Fraude e de Acções Especiais (DSIFAE).
O inquérito-crime é dirigido pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP).
O cruzamento de dados financeiros com outros países foi fundamental para detectar o dinheiro em paraísos fiscais. Recentemente, o Fisco conseguiu “apanhar” 82 milhões de euros de rendimentos de contribuintes portugueses no estrangeiro que não tinham sido declarados devido à colaboração com outros países.
O pernil de porco é uma das comidas tradicionais do Natal na Venezuela. E já levou o presidente do país, Nicolas Maduro, a acusar o Governo português de sabotar o Natal dos venezuelanos devido a atrasos na entrega de milhares de toneladas de carne.
[sc name=”assina” by=”ZAP”]
a judite e o ministério corporativo ainda vêem menos do que Exmo. Sr. Ministro. já lhe ofereci um microscópio mas mesmo assim não vêem os tubarões que comem submarinos, os milhares de milhões que saltam borda fora e tantos outros enormes buracos que nos tem sugado o tutano. vem aí o badameco das duas teses então é que a roubalheira se vai elevar ao nível do futebol.