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Numa entrevista ao jornal Público, Francisco Assis admite as diferenças com Pedro Passos Coelhos, mas tece-lhe vários elogios.
Francisco Assis, antigo eurodeputado socialista e recém-nomeado presidente do Conselho Económico e Social (CES), teceu vários elogios a Pedro Passos Coelho numa recente entrevista concedida ao jornal Público.
“À partida,não me identifico muito com um homem que vinha das juventudes partidárias, embora algumas delas tivessem tido por vezes líderes notáveis, mas a verdade é que não conhecia Pedro Passos Coelho”, disse, remetendo para o ano de 2010.
Na altura, o país governado por José Sócrates iniciava o caminho dos Pactos de Estabilidade e Crescimento (PEC), que continham várias medidas de autoridade. Nesse mesmo ano, Passos Coelho foi eleito presidente do PSD e, no ano seguinte, primeiro-ministro num governo em coligação com o CDS-PP.
“Fui-me apercebendo progressivamente que era alguém com características que superavam muito a impressão inicial. Parecia-me um homem profundamente concentrado nos seus deveres, com grande determinação naquela altura difícil”, avaliou Assis.
“Não nego nenhuma das divergências que tive com ele, em muitas áreas, mas acho francamente que o país lhe deve alguma coisa”, disse, sublinhando que Passos Coelho “é uma personalidade que deveria ser respeitada e valorizada“.
Durante a entrevista, o ex-eurodeputado recordou dois momentos do primeiro mandato de Passos Coelho: um pela negativa e outro pela positiva.
Um deles, que Assis recorda pela negativa, refere-se ao anúncio da subida da TSU para os trabalhadores em setembro de 2012, uma medida que motivou a manifestação do coletivo “Que Se Lixe a Troika!”.
“A ideia da TSU pareceu-me um erro gravíssimo, não havia nenhuma razão de fundo para implementá-la, trouxe as pessoas para a rua. Foi o primeiro grande momento de rutura com o seu Governo”, considerou.
Já a demissão “irrevogável” de Paulo Portas, em julho de 2013, e que Passos Coelho não aceitou, é o momento que Assis destaca pela positiva.
“O país passa a olhá-lo de outra forma pelo que revelou de serenidade, sangue-frio, fortíssima capacidade de liderança. E ainda a capacidade de ter sido a primeira pessoa a meter Portas nos eixos, digamos assim. Portas é um irrequieto político, com grande imaginação, grande sentido lúdico da política, grande preocupação da gestão do poder, assentes numa dimensão teatral da vida política.”
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Francisco Assis está a esquecer-se das desastrosas privatizações dos CTT e da EDP feitas no governo deste senhor! Não se entende porquê uma vez que estas empresas davam lucros ao estado e hoje estão na situação que todos sabemos!Devia ter havido, então, alguém capaz de pôr (e não meter|) Passos Coelho nos eixos!!!Valorizado porquê??