Cugnot Mathieu / EPA

O presidente francês, Emmanuel Macron.

As autoridades francesas apreenderam quatro milhões de máscaras que uma empresa sueca transportava da China para a Espanha e Itália no início do mês.

A disputa diplomática foi revelada na quarta-feira pela revista francês L’Express. Segundo a revista, Emmanuel Macron, Presidente francês, tinha assinado um decreto que autorizava o Governo a requisitar qualquer produto necessário na luta contra a pandemia de covid-19.

No dia 5 de março, o Secretariado Geral da Defesa e Segurança Nacional francês (SGDSN) apreendeu uma encomenda de quatro milhões de máscaras que a empresa de produtos descartáveis Molnycke estava a transportar da China para Espanha e Itália.

As mercadorias fizeram escala no porto francês de Marselha e no centro logístico da cidade de Lyon, onde foram retidas, de acordo com as instruções presidenciais.

O incidente causou atritos diplomáticos entre a França e a Suécia, cujo Governo foi alertado pela Molnycke para intervir. Após semanas de cabo de guerra, o SGDSN concordou em permitir que metade das mercadorias chegasse aos seus destinos a “título excecional”.

França deixou chegar dois dos quatro milhões de máscaras a Espanha e Itália. Os dois milhões restantes permaneceram em solo francês, de acordo com o jornal.

O Sputnik News recorda que este não é o único incidente em França, que apreendeu 680 mil máscaras com destino à República Checa que, por sua vez, apreendeu um lote semelhante com destino a Itália. As autoridades de Praga afirmaram que a medida foi decidida com “base na suspeita de comportamento fraudulento e atividades criminosas”, mas comprometeram-se a enviar material equivalente à Itália “o mais rapidamente possível”.

Esta semana, foi revelado também que os Estados Unidos estarão a desviar máscaras com destino a França, pagando três ou quatro vezes o preço dos pedidos diretamente nas pistas dos aeroportos chineses antes de iniciarem a sua viagem para França.

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