Tiago Petinga / Lusa
A directora-geral de saúde, Graça Freitas, revela a existência de um foco de covid-19 no Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, referindo que os utentes com testes positivos foram mudados para outras unidades hospitalares. O boletim diário com os números da pandemia revela que há mais uma morte e 336 novos casos, dos quais 84% na região de Lisboa e Vale do Tejo.
Portugal regista hoje mais um morto relacionado com a covid-19 do que na terça-feira e mais 336 infectados, a maioria na Região de Lisboa e Vale do Tejo, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS).
Os dados da DGS indicam um total de 1.523 mortes relacionadas com a covid-19 e 37.672 casos confirmados.
Em comparação com os dados de terça-feira, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 0,1%. Já os casos de infecção subiram 0,9%.
Na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde se tem registado o maior número de surtos, a pandemia de covid-19 atingiu os 15.646 casos confirmados, mais 282 do que na terça-feira. O número constitui 84% dos novos casos.
Por outro lado, a cidade do Porto continua sem novos casos de infecção há 12 dias consecutivos.
Há mais 368 pessoas recuperadas da doença, o que significa que o número de casos activos desceu para 12.569.
Do total de pessoas infectadas em Portugal, 435 estão internadas, mais 12 (+2,8%) do que na terça-feira. Há 69 doentes em unidades de cuidados intensivos, mais dois (+2,9%), e 12.134 estão a recuperar em casa.
No período de 1 a 16 de Junho, verificaram-se 4.153 novos casos na região de Lisboa, bem como “uma redução de 6% dos doentes em enfermaria e um aumento dos doentes em cuidados intensivos em 7%”, referiu o Secretário de Estado da Saúde, António Sales.
São “números dentro do expectável e que não representam uma sobrecarga dos serviços de saúde”, garantiu o governante na conferência diária de apresentação do boletim da DGS.
Sales frisou ainda que a região de Lisboa representa cerca de 40% dos novos testes realizados em Portugal a título diário.
Focos de infecção no IPO de Lisboa e surtos em lares
Na mesma conferência sobre a pandemia, Graça Freitas explicou que foram “identificados casos em dois profissionais de saúde, assintomáticos” no IPO de Lisboa e “na sequência desta testagem, procuraram-se outros”, tendo os doentes identificados com infecção sido transferidos para outras unidades.
“Quero deixar aqui uma palavra de grande tranquilidade. O IPO já fez mais de seis mil testes a profissionais de saúde, doentes e prestadores de serviços externos”, precisou a directora-geral de Saúde, sem especificar quantas pessoas estão infectadas com o novo coronavírus.
Foram realizados 6.000 testes a doentes, trabalhadores e trabalhadores externos, subcontratados – como serviços de limpeza- , no IPO de Lisboa, disse Graça Freitas, notando que é uma “instituição extremamente segura”.
A directora-geral de Saúde também confirmou que há 39 casos positivos no Algarve relacionados com uma festa ilegal.
Graça Freitas abordou ainda o caso do surto num lar de idosos em Aljubarrota
, Alcobaça, que tinha sido testado há umas semanas, sem casos positivos.“Os testes não são vacina ou tratamento. São apenas uma fotografia do momento”, alertou Graça Freitas, frisando que “não vale a pena testar se, logo a seguir, não se cumprirem regras”.
Graça Freitas confirmou igualmente a existência de casos positivos num lar de idosos em Cinfães, notando que “11 idosos e 14 profissionais” tiveram resultados positivos para a infecção.
Faixa etária mais afectada é dos 40 aos 49 anos
A região Norte continua a registar o maior número de infeções (17.179). A região Centro tem 3.913 casos confirmados, o Algarve subiu para 413 e o Alentejo tem 288 casos.
Os Açores e a Madeira permanecem sem alterações, com 143 e 90 casos confirmados, respetivamente.
De acordo com os dados da DGS, a região Norte também continua a ser a que regista o maior número de mortos (813), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (432), do Centro (246), do Algarve e dos Açores (ambos com 15) e do Alentejo, que regista dois óbitos. A Região Autónoma da Madeira mantém-se sem registo de óbitos.
Por concelho, Lisboa é o que regista o maior número de casos de infeção (2.940), seguido por Sintra (2.020), Vila Nova de Gaia (1.605), Loures (1.512), Porto (1.414), Amadora (1.309), Matosinhos (1.292) e Braga (1.256).
Do total de mortes registadas até hoje, 767 são mulheres e 756 homens.
Por faixa etária, o maior número de mortes regista-se entre as pessoas com 80 ou mais anos (1.024), seguida pela faixa entre os 70 e os 79 anos (293). Entre a população com idades compreendidas entre os 60 e 69 anos há 137 mortes.
Os dados da DGS registam ainda 49 mortes na faixa etária entre os 50 e os 59 anos, 17 entre os 40 e os 49 anos, uma entre os 30 e os 39 anos e duas na faixa etária dos 20 aos 29 anos.
Do total de casos de infeção, 21.220 são mulheres e 16.452 homens.
A faixa etária mais afetada pela doença é a dos 40 aos 49 anos (6.350), seguida da faixa entre os 50 e os 59 anos (6.099) e das pessoas com idades compreendidas entre os 30 e os 39 anos (5.911).
Há 5.322 doentes com idades entre os 20 e os 29 anos e 1.385 na faixa etária entre os 10 e os 19 anos. Os dados indicam que há registo de 948 crianças até aos 09 anos com covid-19.
Segundo a DGS, 38% dos doentes apresentaram tosse, 29% febre, 21% dores musculares, 20% cefaleia, 15% fraqueza generalizada e 11% dificuldade respiratória.
A aguardar o resultado laboratorial estão 1.347 pessoas e em vigilância pelas autoridades de saúde estão 30.289.
O boletim diário indica ainda que desde o dia 01 de janeiro Portugal registou 355.207 casos suspeitos e que há 23.580 doentes curados.
[sc name=”assina” by=”ZAP” source=”Lusa”]
Já cansa ..... de diariamente assistir a divulgação de estatísticas, percentagens, previsões, afirmações e contradições, relativamente a Pandemia e Epidemia em Portugal. Portanto em termos de casos identificados, considero que são totalmente incertos. Relativamente a esta Epidemia em Portugal, passo a considerar que o RT é de 100%, com 10 milhões de infectados, incluindo possivelmente eu proprio.