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As autoridades do estado norte-americano da Florida vão libertar, no espaço de dois anos, 750 milhões de mosquitos modificados geneticamente, visando prevenir o zika, o dengue e outras doenças potencialmente mortais.

Batizado de Jurassic Park, o plano arrancará em Florida Keys em 2021.

“Com todas as crises urgentes que a nossa nação e o estado da Florida estão a enfrentar – a pandemia de covid-19, a injustiça racial, as mudanças climáticas – o Governo reservou dólares de impostos e recursos do Executivo para o procedimento Jurassic Park“, explicou Jaydee Hanson, diretora de políticas do Centro Internacional de Avaliação de Tecnologia e do Centro de Segurança Alimentar, citada em comunicado.

O organismo pelo controlo de mosquitos de Florida Keys vê no projeto uma medida para controlar a reprodução do Aedes aegypti, uma espécie que propaga dengue, zika, febre amarela e outras infeções que podem ser mortais.

Tal como explica a agência noticiosa AFP, apenas os mosquitos fêmeas picam humanos porque precisam de sangue para produzir ovos. Tendo em conta esta informação, este projeto-piloto libertará apenas mosquitos machos modificados (OX5034), esperando que estes espécimes acasalem com as fêmeas selvagens.

Os mosquitos machos carregam uma proteína que mata qualquer filhote fêmea antes que atinjam a idade adulta e possam ser perigosos para os humanos. Os machos, que se alimentam apenas de néctar, sobreviverão e passarão os genes aos filhos.

O projeto-piloto vai mesmo avançar, apesar das críticas de alguns moradores e defensores do meio ambiente, que consideram que o projeto pode levar à criação de mosquitos híbridos e resistentes a antibióticos.

“A libertação de mosquitos geneticamente modificados colocará desnecessariamente os habitantes da Florida, o meio ambiente e as espécies em risco de extinção no meio de um pandemia”, disse disse Dana Perls, da organização Friends of the Earth, citado pela emissora norte-americana Fox News.

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