Manuel Maria Carrilho / Facebook

Manuel Maria Carrilho, professor universitário e ex-ministro da Cultura

O julgamento que opõe o ex-ministro da Cultura à apresentadora de televisão teve mais uma audiência esta segunda-feira. E foi a vez de Manuel Maria Carrilho falar dos episódios mais dramáticos dos últimos tempos do casamento.

“Nunca lhe toquei. Amparei-a muitas vezes quando ela não se segurava nas pernas”, defendeu Manuel Maria Carrilho, arguido neste processo de violência doméstica, acrescentando que Bárbara Guimarães sofre de “alcoolismo crescente”.

O ex-ministro da Cultura vai mais longe: “Eu só bebia por amor à Bárbara e para diminuir a dose dela, porque ela bebia uma garrafa inteira. Fiz tudo o que era humanamente possível para salvá-la. Fui alvejado pelas costas. A Bárbara quis deitar a mão a tudo. Eu fiquei sem nada: casa, filhos, mulher e os meus livros”, alegou ainda.

O antigo político socialista falou durante seis horas e sem a presença da mãe dos seus dois filhos mais novos, que pediu para se retirar da audiência de forma a não ouvir o testemunho do ex-marido.

Carrilho usou do direito de testemunhar, como qualquer arguido, e assume-se como inocente. Acusou ainda a apresentadora da SIC de montar “uma estratégia friamente calculada” e considera que os filhos foram as grandes vítimas deste drama.

“Ela colocou-os numa situação insustentável, obrigou-os a escolher. Não sei se eles alguma vez lhe perdoarão isto”, disse o arguido, que revelou ainda pormenores embaraçosos da vida a dois.

“Num jantar onde estava um número dois da política, ela começa a falar muito alto. Ao sairmos empurra-me, mete-me a mão na braguilha e diz: ‘vamos para um hotel'”, revelou em tribunal.

O ex-casal tem dois filhos: Dinis, de 12 anos, que quis viver com o pai, e Carlota, com seis anos.

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