Se está, neste momento, com o telemóvel na mão ou a tocar no seu computador para conseguir ler esta notícia, desengane-se: segundo a Física, não está a tocar em nada.
Tudo o que conseguimos ver, tocar e até “sentir” é composto por átomos – partes muito pequenas da matéria. A Física Quântica, o campo que estuda os átomos, dá-nos muitas coisas para pensar sobre o mundo ao nosso redor, principalmente atividades que ocorrem em escala atómica.
No dia-a-dia, pode parecer que o mundo atómico não é particularmente relevante. No entanto, é fundamental para entender o Universo – nunca conseguiremos entender como funcionam as coisas grandes sem conhecermos os prós e os contras das coisas pequenas, explica o Futurism.
Desta forma, para entender por que motivo nunca tocamos em nada, precisamos primeiro de entender como funcionam os eletrões.
À semelhança dos fotões, esta partícula subatómica exibe a dualidade onda-partícula. Isto significa que o eletrão tem características tanto de uma partícula, quanto de uma onda. Além disso, o eletrão tem carga negativa. Como as partículas são atraídas por partículas com carga oposta e repelem partículas com carga similar, isso evita que os eletrões entrem em contacto direto.
O mesmo é válido para toda a humanidade. Quando nos sentamos numa cadeira, os eletrões dentro do nosso corpo repelem os eletrões que compõem a cadeira
– na prática, estamos apenas a pairar sobre a cadeira, ainda que a uma distância muito, muito, muito pequena.Mas se a repulsão eletrónica nos impede realmente de tocar em algo, por que sentimos o toque como uma coisa real? A resposta resume-se à forma como o cérebro interpreta o mundo físico (e, neste caso, entram vários fatores em ação).
As células nervosas que compõem o nosso corpo enviam sinais ao nosso cérebro que nos dizem que estamos a tocar em algum objeto físico, quando a sensação de tacto é simplesmente concedida através da interação do nosso eletrão com a repulsa do campo eletromagnético que permeia o espaço-tempo.
Não é por acaso que é uma verdade científica fundamental que as coisas não são como parecem ou, pelo menos, como as percebemos.
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Temos de rever as regras de futebol. Na realidade, a mão nunca chega a tocar na bola. A expressão "eu nem te toquei" também ganha outro significado.