Olivier Hoslet / EPA
A Autoridade Tributária arrecadou mais de 444 milhões de euros com o “perdão fiscal” em 2016, mas uma parte dessa verba está a ser contestada nos tribunais. O Estado arrisca, assim, ter que devolver 187 milhões de euros.
A notícia é avançada pelo Jornal de Negócios e tem por base um parecer do Tribunal de Contas à Conta Geral do Estado de 2016, que foi divulgado esta segunda-feira.
Segundo este parecer, o “perdão fiscal” de 2016, o chamado Programa Especial de Redução do Endividamento ao Estado (PERES), rendeu aos cofres do Fisco mais de 444 milhões de euros. Dez grandes contribuintes pagaram 45% do total, ou seja, 199 milhões de euros, segundo o Negócios.
Ora, destes 199 milhões, 187 milhões são contestados em tribunal, frisa o mesmo jornal, sem revelar o nome dos grandes contribuintes envolvidos. Se o Estado perder, terá que devolver esta verba acrescida de juros.
O parecer do Tribunal de Contas também revela que, devido aos benefícios concedidos no âmbito do PERES, o Estado perdeu cerca de 155 milhões de euros em receitas fiscais.
O PERES foi um instrumento usado pelo Ministério das Finanças para arrecadar receitas extraordinárias e, assim, baixar o valor do défice.
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O Quêêê?.. Não percebo nada desta notícia. Então o estado oferece uma determinada percentagem de perdão fiscal a quem pagar até uma dada data. As pessoas pagam. O estado recebe essa percentagem do que as pessoas deviam e dá a dívida como paga. Um gesto de generosidade e de amnistia.
E agora o tribunal diz que o Estado ainda tem de devolver? Ou está tudo doido, ou isto está mal explicado, ou eu li mal.