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O ministro das Finanças, Mário Centeno

O Ministério das Finanças emitiu uma errata a corrigir a anterior errata enviada ao Parlamento, no âmbito da proposta de Orçamento de Estado para 2016 (OE 2016). O esclarecimento adicional sublinha que a carga fiscal, afinal, se mantém – ou seja, afinal não desce.

errata de 46 páginas faz correcções à errata da Direcção-Geral do Orçamento (DGO), com data de 5 de Fevereiro, que acompanha a proposta de OE 2016.

As erratas são prática comum nos Orçamentos de Estado, mas esta tem a peculiaridade de ter uma “dimensão anormalmente grande”, constata o Dinheiro Vivo.

A publicação refere que “rectifica a carga fiscal de 2016”, sendo que dantes descia, agora fica igual face a 2015.

Na errata da DGO, sublinhava-se que, “invertendo a política dos últimos anos, perspectiva-se uma redução da carga fiscal em 0,1 p.p. [pontos percentuais] do PIB em 2016. Os impostos sobre o rendimento e património caem 0,6 p.p. do PIB, resultado da diminuição da taxa de IRC de 23% para 21% em 2015 e da eliminação da sobretaxa de IRS”.

Na nova errata lê-se agora: “invertendo a política dos últimos anos, perspectiva-se uma manutenção da carga fiscal em 2016. Os impostos sobre o rendimento e património caem 0,6 p.p. do PIB, resultado da diminuição da taxa de IRC de 23% para 21% em 2015 e da eliminação da sobretaxa de IRS em 2016″.

O Dinheiro Vivo refere que há “dezenas de quadros e gráficos corrigidos” e que o governo até explica aquilo que entende por carga fiscal.

“A carga fiscal consiste no somatório da receita fiscal, da receita contributiva e do imposto de capital”.

Entretanto, o Ministério das Finanças esclareceu, em comunicado, que “o peso da receita de impostos no PIB diminui 0,2 p.p.” e que “é nesse sentido que o ministro das Finanças tem referido que há uma redução da carga fiscal em 2016”.

“O conceito da carga fiscal pode também entender-se como o peso do conjunto dos impostos mais as contribuições para a segurança social no PIB. É este conceito de carga fiscal que a errata refere”, frisa ainda o Ministério, conforme cita o Dinheiro Vivo.

ZAP