O filósofo e escritor francês Alain Finkielkraut afimrou na quarta-feira, durante um programa da TF1 sobre casos de violação divulgados pelos media, que diz aos homens para violarem as suas mulheres. “Eu violo a minha todas as noites e ela já está farta”, contou.
Perante a consternação dos outros convidados do debate ‘La Grand Confrontation’ (‘O Grande Confronto’, em tradução livre), entre os quais Caroline De Haas, ativista feminista e conselheira política para a luta contra a violência, Alain Finkielkraut adiantou ainda que “sempre houve violações”, segundo noticiou o Expresso.
Antigamente, continuou o escritor, as denúncias eram feitas quando “se passava ao ato da penetração forçada”, enquanto hoje “o que existe é a cultura da violação, que engloba desde gracejos brejeiros, assédio até ao galanteio”.
Mas as observações chocantes não ficaram por aí. Um dos casos abordados no debate foi o da jovem de 13 anos abusada pelo realizador Roman Polanski
. O filósofo francês defendeu o cineasta, afirmando que a jovem não era “impúbere”.“Ela tinha um namorado, teve uma relação com Polanski e ele foi acusado de violação, mas reconciliou-se com ele”. Foi o pretexto que levou Alain Finkielkraut a criticar a atual cultura do politicamente correto, que diz ser um “anátema e um insulto que torna uma conversação cívica impossível”, concluindo que “é um calvário do pensamento”.
E acrescentou: “Assistimos a uma extrapolação do conceito de sexismo. Se assim for, teremos em França imensos violadores em potência”.
Caroline de Haas afirmou que nem queria acreditar no que estava a ouvir, lembrando que, em média, 250 mulheres são violadas por dia no país. “O senhor está a insultar mulheres que foram violadas e as vítimas de violação conjugal”, frisou, alertando que não se pode ignorar que, quando se fazem estes comentários, “se está a banalizar a violência”.
As declarações de Finkielkraut já provocaram uma série de reações nas redes sociais e junto da opinião pública, havendo quem defenda que a atitude do filósofo deve ser analisada pelo Conselho Superior do Audiovisual (CSA).
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No ocidente está tudo podre?