Jose Carlos Babo / Flickr

A Igreja de Santa Engrácia, Panteão Nacional, em Lisboa

O jantar de encerramento da Web Summit no Panteão Nacional continua a motivar críticas. Desta vez é o Bispo emérito de Beja que diz que fazer festas naquele monumento nacional é como realizar “bacanais nos cemitérios”.

As declarações do Bispo emérito de Beja, D. António Vitalino, foram recolhidas pelo jornal Correio da Manhã à entrada para a Assembleia Plenária da Conferência Episcopal, em Fátima. “Os romanos realizavam bacanais nos cemitérios, mas o nosso povo não tem esses hábitos”, disse o Bispo ao jornal.

“É lá que estão sepultados alguns dos mais ilustres da nossa História e encontram-se lá porque conquistaram em vida honras de destaque para além da morte. Não me parece que a melhor forma de homenagearmos essas grandes figuras seja através da realização de jantares”, acrescentou D. António Vitalino.

Jantar no Palácio da Ajuda rendeu 14 mil euros

Entretanto, a polémica do Panteão Nacional estende-se a outros monumentos nacionais que, nos últimos anos, têm acolhido vários eventos privados.

Nesse mesmo dia do jantar da Web Summit no Panteão, o Palácio Nacional da Ajuda acolheu um evento de uma empresa de vinhos italiana, a Di Meo. O Público revela que o aluguer do espaço rendeu à Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) 14 mil euros.

No total, nos últimos dois anos, diz o CM, aquela entidade recebeu 877 mil euros pelo aluguer de 23 edifícios, entre museus, monumentos e palácios nacionais. Em 2015, a receita obtida terá sido de 458 mil euros, enquanto em 2016, o valor situou-se nos 419 mil euros.

O equipamento que mais receitas rendeu foi o Mosteiro dos Jerónimos, monumento que  já esteve envolvido em polémica, devido a festas privadas lá realizadas que estão a ser investigadas pelas autoridades.

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