Tiago Petinga / Lusa

O Presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues

O presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, disse esta segunda-feira que mantém a intenção de votar “sem hesitações” numa eventual recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa nas eleições presidenciais e considerou natural que outros procurem “marcar terreno”.

Ferro Rodrigues falava aos jornalistas antes de almoçar com o primeiro-ministro, António Costa, no Bairro Alto, em Lisboa, depois de interrogado sobre a forma como encara uma possível candidatura presidencial da ex-dirigente e ex-eurodeputada socialista Ana Gomes.

“Vejo como normal que, nesta fase, em que não há candidaturas apresentadas, algumas pessoas procurem marcar terreno, marcar posição. Sobre as presidenciais não mudei uma vírgula daquilo que disse já há mais de um ano e meio”, frisou ainda Ferro Rodrigues, que liderou o PS entre 2002 e 2004

Ferro Rodrigues salientou então que há ano e meio tinha dito que, “se as eleições fossem amanhã, não hesitaria em votar em Marcelo Rebelo de Sousa“. “E não tenho motivos nenhuns para retirar essa afirmação”, completou o presidente da Assembleia da República.

Questionado sobre o facto de Ana Gomes ter ascendido ao Secretariado Nacional do PS precisamente no período em que assumiu as funções de secretário-geral neste partido, Ferro Rodrigues respondeu: “António Costa também esteve comigo na direção do PS quando eu era secretário-geral”.

“Aliás, António Costa era líder do Grupo Parlamentar do PS [2002/2004], coisa que muito me orgulho. E mais tarde tive a ocasião de lhe retribuir [em outubro de 2014]”, tendo sido, também, então, presidente da bancada socialista.

“Acho que ainda faltam seis meses para a campanha das eleições presidenciais. Portanto, vamos esperar que haja apresentações de candidaturas”, acrescentou Ferro Rodrigues.

Ferro Rodrigues reafirma a sua posição depois de o primeiro-ministro ter dito, também esta segunda-feira em entrevista aos microfones da TSF, que “não é preciso ser vidente ou comentador para antever o que é o desejo dos portugueses em matéria de estabilidade quanto ao exercício da função presidencial”.

“Se houver candidatura do professor Marcelo Rebelo de Sousa, não é preciso ter grande finura de análise política para antecipar que ele será o Presidente da República eleito pelos portugueses”, justificou António Costa.

Já na semana passada, durante uma visita à fábrica da Autoeuropa, o primeiro-ministro desafiou o chefe de Estado para um segundo mandato presidencial.

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