Kevin Dietsch / EPA Pool

Anthony Fauci, um dos principais peritos em doenças infecciosas da Casa Branca, revelou esta quarta-feira que recebeu ameaças de morte e que as suas filhas foram assediadas por causa das suas declarações sobre a covid-19.

“Receber ameaças de morte dirigidas a mim e à minha família e [existir] assédio contras as minhas filhas ao ponto de terem que obter segurança é, simplesmente, impressionante”, disse Fauci, o principal rosto dos Estados Unidos na análise epidemiológica da pandemia.

Sem revelar detalhes sobre a forma como a sua família foi ameaçada e hostilizada, Fauci admitiu ainda que a sua esposa e as suas filhas, que vivem em três cidades distintas, estão a sentir o stress. “Gostaria que não tivessem que passar por isto“, lamentou.

De acordo com o portal NPR, Fauci proferiu estas declarações nesta quarta-feira durante um fórum online promovido pela Universidade de Harvard.

Fauci, que lidera o Instituto Nacional de Doenças Infecciosas dos Estados Unidos desde 1984, tendo já assessorado seis Presidentes norte-americanos, tem feito algumas afirmações que contradizem as alegações do atual Presidente, Donald Trump.

O uso da hidroxicloroquina e a origem do vírus que causa da covid-19 são alguns dos pontos de discórdia entre as duas personalidades.

Donald Trump já chegou mesmo a questionar a popularidade de Fauci

, dizendo, na mesma intervenção, não entender porque é que “ninguém gosta dele”. “Deve ser da minha personalidade”, atirou, na semana passada, citado pela agência Reuters.

Os Estados Unidos registaram 1.262 mortos e 54.582 infetados com o novo coronavírus nas últimas 24 horas, segundo uma contagem da Universidade Johns Hopkins. Os últimos números elevam o total de mortes para 157.930 e o de casos confirmados para 4.818.328.

O balanço realizado às 20:00 de quarta-feira (01:00 de hoje em Lisboa) pela agência de notícias EFE apontou ainda que apesar de Nova Iorque não ser mais o estado com o maior número de infeções, ainda é a mais atingido em termos de mortes nos Estados Unidos, com 32.754, mais do que França ou Espanha.

Só na cidade de Nova Iorque, 23.563 pessoas morreram.

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